Sunday, November 22, 2009

no need for a title.

O pai ri da piada do filho e logo o avisa que vai jantar fora. O convite é feito. E aceito. O filho vai então convidar a sua parceira. Ele entra no quarto, ela está sentada na cama, tapada nas cobertas, lendo um livro. Ele então vai em sua direção e se ajoelha do lado da cama, encostando sua testa do lado esquerdo da cabeça dela, de forma a sussurar no seu ouvido. No caminho, ele pergunta:

- Estamos indo jantar fora. Não quer ir? - Ela olha pra ele com uma cara meio desmotivada.

- Não to me sentindo muito bem.. - Ele enfim se ajoelha e encosta a cabeça.

- Mas eu quero transar contigo no banheiro do restaurante.. - Ele sussura. Ela sorri e fica levemente constrangida, num bom sentido.

- Me dá uns vinte minutos, então.. - Ela começa a pensar em se mexer, se arrumar e jantar. Mas ele suspira. Sabe que seu pai não gostaria de ficar esperando vinte minutos para poderem sair. Ainda com as cabeças encostadas, de olhos fechados, ele percebe outra coisa e a conta:

- Mentira. Não quero isso, nem quero sair. Quero ficar aqui contigo.

Tuesday, November 17, 2009

é preciso ver de novo.

Então, comentarei brevemente aqui sobre algo que percebi esses dias.

Existem vezes onde você vê um filme ou seriado pela primeira vez e acha maravilhoso. Ele vira um dos seus favoritos e você o deixa lá, naquele pedestal, imóvel. Eventualmente surge uma vontade de revê-lo. Mas ela logo é ignorada, por whatever reasons. Pois eu digo o seguinte: reveja!


A primeira vez é apenas para conhecer e saber do que se trata. Depois que a obra lhe é aprovada sim, ela deve então ser apreciada por completo. Tanto que acho relativamente injusto fazer uma crítica de filme vendo somente uma vez. Bom.. I suppose que se o troço for ruim, não faz sentido ver de novo. Mas quando se gosta, deveria.

Pense em todas as coisas que você gosta que só foram uma vez aproveitadas. Sim, sei que podem ser várias e algumas enormes, mas prometo que nessas férias revejo algumas coisas épicas. Eu deveria começar a fazer uma (outra) lista disso..


PS.: Percebi essa necessidade de rever quando revi 2001, uns dias atrás. É interessante, pois eu não lembrava que certas cenas eram tão *adjetivo* quanto eu lembrava. Enfim, dica dada.

Saturday, October 31, 2009

mudança.

Ahem. *tira a poeira*

Quem me conhece bem, sabe que eu tenho uma relação.. peculiar com o meu primo. A gente se encontra semanalmente. Conversamos e tudo mais. Ele é 5 anos mais novo que eu. Mas isso é assunto pra outro post. O que vem ao caso agora é que com ele, assim como com todas as pessoas existentes, não dá pra concordar sempre.

Veja bem, quando se tem um assunto, os humanos assumem uma das três possíveis reações a seguir. Um, eles concordam. Sim, é óbvio que eu e meu primo compartilhamos muitas coisas em comum. Gostos, em específico. Dois, discordam. Também temos opiniões, sobre certos tópicos, que diferem completamente. Inclusive, se eu encontrasse uma pessoa nova com tais pensamentos, eu não manteria a relação. Em evento de discordância, vale lembrar, surgem dois caminhos: conversar a respeito ou não. Argumentos, discussões. A gente prefere não fazer isso. E por fim, três, não comentam. Pois devidos tópicos are best left unsaid.

Fora cultura, como eu disse, a gente não deve concordar com muita coisa. Digo.. filosofias de vida, o papel da família e trabalho na vida do homem moderno, o futuro da civilização, enfim. Nesse tipo de assunto a gente costuma não concordar. Existe um, porém, tópico que vemos da mesma maneira. Podemos dizer que a gente sonha grande.

Daqui 10, 20 anos pretendemos estar longe daqui. Don't get me wrong, eu não tenho contra a minha cidade natal. Ela é aceitável. Acontece que aqui não é nada. Não conseguimos entender como as pessoas conseguem viver aqui. Hell, eu sempre quis morar em Porto Alegre (um dia ainda vou), mas me dá 5 ou 10 anos lá, que eu me canso também. Vou querer mais. São Paulo. Rio. Curitiba. Brasília. Sei lá. Para enfim, sair do Brasil. Novamente, nada contra o meu país (é mais contra a raça humana mesmo - mas isso não vem ao caso). Eu gosto muito do Brasil, é um país lindo, pretendo inclusive passear bastante por ele antes de, bem, ir embora daqui. Acontece que, analisando, isso aqui não me satisfaz. I mean, are you kidding me?


Eu conheço muita gente que já foi para a Europa ou aos EUA, por exemplo, tanto pra passear como pra trabalhar ou morar. A maioria voltou. Um grande amigo meu passou mais de um ano na Inglaterra. Eu lembro muito bem como foi. Pelos relatos dele, tudo parecia muito legal. Chega um ponto, imagino, em que o estrangeiro lá se pergunta: "devo voltar? I mean, seriously. Tudo que eu conheço está no meu país, na minha casa, nos meus amigos. Isso aqui é território desconhecido." Imagino que seja absurdamente assustador o pensamento de, bem, quase nunca mais ver ninguém que você conhece. Começar de novo. Tenho uma amiga que foi pra Itália anos atrás e mora lá até hoje. Uma parente que mora em NY e tem família lá. Não pretendem morar de novo no Brasil. Why would they?



Tudo que preciso são alguns anos. Vários, possivelmente, não importa. Como já dizia aquela clássica comunidade do orkut: eu quero ir embora.
 

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