Sunday, March 16, 2014
star stuff.
there is something like an ancient wisdom, encoded and tucked away in our dna, that knows its point of origin as surely as a salmon knows its creek.
intellectually, we may not want to return there, but the genes know, and long for their origins — their home in the salty depths. but if the seas are our immediate source, the penultimate source is certainly the heavens…
the spectacular truth is — and this is something that your dna has known all along — the very atoms of your body — the iron, calcium, phosphorus, carbon, nitrogen, oxygen, and on and on — were initially forged in long-dead stars. this is why, when you stand outside under a moonless, country sky, you feel some ineffable tugging at your innards.
we are star stuff. keep looking up."
(gerald d. waxman, astronomical tidbits, 2010)
Friday, February 04, 2011
o meu problema com descolados.
- Ah, não vou sair com vocês hoje.
- Por que não?
- Não to com vontade, foda-se.
- Puxa, como você é descolado, hein.
Outra característica bastante usada é ser arrogante. Quem se acha melhor que os outros e não se mistura. Mas pra mim, o conceito vai muito mais além do que isso (por isso, talvez, eu veja descolados everywhere). Se você está numa festa com outra pessoa e estão num canto making fun of other people, vocês são descolados. Se você faz uma piada num grupo de amigos e só um cara entende, vocês dois são descolados. Claro, todo mundo faz isso (eu inclusive, muitas vezes), não é algo condenável ou algo que você faça pra se sentir melhor do que os outros. Mas, sim, é algo que te deixa ~mais legal~ nos olhos dos outros (e talvez mais irritante).
(É por isso que "os nerds estão ganhando" atualmente. Fulaninho era o idiota do colégio, feio, não pegava ninguém e tudo mais. Estudou, trabalhou, subiu na vida. Conheceu a internet. Agora subestima os fodões da vida e faz piadinhas babacas com o que quer que seja. Isso é ser descolado. E, claro, o próprio conceito de ser um "fodão da vida" já é ser descolado, aliás, esse é o descolado original.)
Outra coisa que eu penso muito quando me lembro desse assunto é peer pressure. You know. Fazer algo só porque todo mundo tá fazendo. Uma das coisas mais rídiculas que existem. Novamente, a maioria de nós provalvemente já fez isso na adolescência. "Quero aprovação." Pitiful. Peer pressure brings me to dois pontos curiosos. Um deles acontece na nossa infância, quando nossos amigos e colegas vão fazer coisas legais e for some reason teus pais não deixam. Desde quando "mas, pai, até o fulano vai!" é argumento? E aí eles sempre falam, né, "e se o fulaninho se atirasse da ponte, tu ia junto?" e a gente fica "duuh." É a mesma coisa.
O ponto dois não tem relação com nada, é somente uma camiseta perfeita do TShirtHell, que um dia, se tudo certo, pretendo comprar. I mean, se tá todo mundo fazendo, o que pode dar errado?
Tudo isso porque eu tava brincando com uma bola de vôlei agora na sala e me lembrei de uma cena da infância. Colégio, educação física. Os alunos podiam escolher entre jogar vôlei ou futebol e, por algum motivo, eu escolhi vôlei. Devia ser a nossa primeira semana e ninguém tinha jogado o esporte numa quadra normal com rede alta and all that jazz. Então o professor nos ensinou o jogo no easy mode: dava pra segurar a bola. Pegue. Passe pra qualquer teammate e ele se vira. Ou seja, era super parado, mas estávamos aprendendo. Um dia então, ainda nesse estágio, o time adversário, feito também de colegas, era mostly composto pelos guris descolados da turma. E eles resolveram jogar vôlei de verdade. Sem segurar a bola. Quando ela voltava pro nosso lado, claro, tudo parava. Passes lentos. Mas, putz, era indiscritível a adrenalina que todo mundo sentia quando eles estavam jogando. "É isso! É isso que eu quero fazer e é assim que eu quero ser!", a maioria das pessoas deveriam pensar. Naquele momento, eles eram as crianças mais descoladas ever. E, na mente deles, eles só estavam se divertindo.
Makes you wonder.
Friday, January 28, 2011
contexto.
Contexto é tudo. Já postei isso no tumblr, e I'm pretty sure que vocês já devem ter lido sobre isso em algum lugar da internet, mas é sempre muito relevante. Leiam.
Washington, DC Metro Station on a cold January morning in 2007. The man with a violin played six Bach pieces for about 45 minutes. During that time approximately. 2 thousand people went through the station, most of them on their way to work.
4 minutes later:
The violinist received his first dollar: a woman threw the money in the hat and, without stopping, continued to walk.6 minutes:
A young man leaned against the wall to listen to him, then looked at his watch and started to walk again.10 minutes:
A 3-year old boy stopped but his mother tugged him along hurriedly. The kid stopped to look at the violinist again, but the mother pushed hard and the child continued to walk, turning his head all the time. This action was repeated by several other children. Every parent, without exception, forced their children to move on quickly.45 minutes:
The musician played continuously. Only 6 people stopped and listened for a short while. About 20 gave money but continued to walk at their normal pace. The man collected a total of $32.1 hour:
He finished playing and silence took over. No one noticed. No one applauded, nor was there any recognition.No one knew this, but the violinist was Joshua Bell, one of the greatest musicians in the world. He played one of the most intricate pieces ever written, with a violin worth $3.5 million dollars. Two days before Joshua Bell sold out a theater in Boston where the seats averaged $100.
This is a true story. Joshua Bell playing incognito in the metro station was organized by the Washington Post as part of a social experiment about perception, taste and people’s priorities.
The questions raised:
- In a common place environment at an inappropriate hour, do we perceive beauty?
- Do we stop to appreciate it?
- Do we recognize talent in an unexpected context?
One possible conclusion reached from this experiment could be this:
If we do not have a moment to stop and listen to one of the best musicians in the world, playing some of the finest music ever written, with one of the most beautiful instruments ever made…
How many other things are we missing?
Wednesday, November 24, 2010
a minha boa ação de hoje foi...
Quero mencionar o tipo de boa ação onde a pessoa te pede um favor. O outro tipo seria onde tu supõe algo que ajudaria alguém e faz, sem consultá-la. Meu interesse lies elsewhere. O que constitui um favor? É quando tu beneficia alguém, normalmente a custo de algo teu (tempo, paciência, dinheiro). Ou seja, é totalmente altruísta. Enfim, vamos a situação. Alguém, um estranho, te pede um favor. Tu resolve fazer. Duas coisas podem acontecer, duas que talvez você não saiba qual de fato aconteceu. 1: A pessoa realmente precisava daquilo e fica sinceramente grata. 2: Você foi passado pra trás. Ela resolveu tentar enganar alguém e deu certo.
(Claro, como mencionei, como você provavelmente não ficará sabendo do resultado, quando o 2 acontece, é como uma white lie, uma mentira que não machucou ninguém.)
O que me motivou a escrever esse post? Hoje eu estava na faculdade, peguei uma fichinha e fiquei esperando o meu número ser chamado. Tava demorando, mas eu não tinha pressa, nem nada pra fazer. Tem um cara do meu lado e ele começa a falar no celular (ou eu comecei a prestar atenção na conversa a partir desse ponto). Ele menciona passagem de ônibus e horário. Após desligar, ele se vira para mim e pergunta qual é o meu número de espera e se pode trocar comigo (eu era 50, ele 53) porque blá blá blá (não importa a desculpa que ele usou). Imediatamente, eu pensei "meh... sure, why not?" e foi isso que fiz. Troquei e resolvi passear, pois ia demorar ainda mais ainda. Poucos minutos depois, entro na faculdade de novo e ele está saindo, não parecendo apressado, at all. It made me wonder.
Mas that's not the point. Meu ponto é que, ao fazer a "boa ação", eu não me senti bem. Se se sentir bem ajudando o outro deveria ser o padrão da "boa ação" e isso não acontece comigo, não faz sentido eu fazê-las. Continuarei fazendo, though. Eventualmente. Tudo depende do meu humor.
Saturday, May 15, 2010
imprevisível.
Sabe quando a gente começa a conviver bastante com uma pessoa e certas coisas ou manias ou costumes dela passam a nos irritar? Não é isso que incomoda. Não é botar leite vazio na geladeira, nem botar garrafas na porta, nem não usar porta-copos. O problema é a previsibilidade. A pessoa faz e tu pensa "de novo." Vira algo tão cliché dela. Você passa a, como dizem, lê-la como um livro.
O fato de não ter mudança é o que irrita.
Tuesday, March 23, 2010
The Crunch
too fat
too thin
or nobody.
laughter or
tears
haters
lovers
strangers with faces like
the backs of
thumb tacks
armies running through
streets of blood
waving winebottles
bayoneting and fucking
virgins.
an old guy in a cheap room
with a photograph of M. Monroe.
there is a loneliness in this world so great
that you can see it in the slow movement of
the hands of a clock
people so tired
mutilated
either by love or no love.
people just are not good to each other
one on one.
the rich are not good to the rich
the poor are not good to the poor.
we are afraid.
our educational system tells us
that we can all be
big-ass winners
it hasn’t told us
about the gutters
or the suicides.
or the terror of one person
aching in one place
alone
untouched
unspoken to
watering a plant.
people are not good to each other.
people are not good to each other.
people are not good to each other.
I suppose they never will be.
I don’t ask them to be.
but sometimes I think about
it.
the beads will swing
the clouds will cloud
and the killer will behead the child
like taking a bite out of an ice cream cone.
too much
too little
too fat
too thin
or nobody
more haters than lovers.
people are not good to each other.
perhaps if they were
our deaths would not be so sad.
meanwhile I look at young girls
stems
flowers of chance.
there must be a way.
surely there must be a way that we have not yet
thought of.
who put this brain inside of me?
it cries
it demands
it says that there is a chance.
it will not say
no.
by Charles Bukowski
Friday, March 05, 2010
Thursday, December 17, 2009
reach out.

Essa imagem me faz pensar. Por mais longe que nossos objetivos estejam, eles ainda estão lá. É só alcançá-los. Pode demorar, most likely vai, mas oh boy, se vai valer a pena. Por outro lado, também me vem a cabeça o fato da nossa insignificância. "Formigas." Dizem que nada disso significa algo, não importa a vida que levamos, tudo lida ao mesmo. Pois importa. Se lhe afeta, importa. Mesmo que seja um por um momento. Afinal, eles são tudo que temos, não? E em um deles.. essa vista.
(Não cliquem na imagem acima, a original é esta, bem superior.)
Saturday, October 31, 2009
mudança.
Veja bem, quando se tem um assunto, os humanos assumem uma das três possíveis reações a seguir. Um, eles concordam. Sim, é óbvio que eu e meu primo compartilhamos muitas coisas em comum. Gostos, em específico. Dois, discordam. Também temos opiniões, sobre certos tópicos, que diferem completamente. Inclusive, se eu encontrasse uma pessoa nova com tais pensamentos, eu não manteria a relação. Em evento de discordância, vale lembrar, surgem dois caminhos: conversar a respeito ou não. Argumentos, discussões. A gente prefere não fazer isso. E por fim, três, não comentam. Pois devidos tópicos are best left unsaid.
Fora cultura, como eu disse, a gente não deve concordar com muita coisa. Digo.. filosofias de vida, o papel da família e trabalho na vida do homem moderno, o futuro da civilização, enfim. Nesse tipo de assunto a gente costuma não concordar. Existe um, porém, tópico que vemos da mesma maneira. Podemos dizer que a gente sonha grande.
Daqui 10, 20 anos pretendemos estar longe daqui. Don't get me wrong, eu não tenho contra a minha cidade natal. Ela é aceitável. Acontece que aqui não é nada. Não conseguimos entender como as pessoas conseguem viver aqui. Hell, eu sempre quis morar em Porto Alegre (um dia ainda vou), mas me dá 5 ou 10 anos lá, que eu me canso também. Vou querer mais. São Paulo. Rio. Curitiba. Brasília. Sei lá. Para enfim, sair do Brasil. Novamente, nada contra o meu país (é mais contra a raça humana mesmo - mas isso não vem ao caso). Eu gosto muito do Brasil, é um país lindo, pretendo inclusive passear bastante por ele antes de, bem, ir embora daqui. Acontece que, analisando, isso aqui não me satisfaz. I mean, are you kidding me?
Eu conheço muita gente que já foi para a Europa ou aos EUA, por exemplo, tanto pra passear como pra trabalhar ou morar. A maioria voltou. Um grande amigo meu passou mais de um ano na Inglaterra. Eu lembro muito bem como foi. Pelos relatos dele, tudo parecia muito legal. Chega um ponto, imagino, em que o estrangeiro lá se pergunta: "devo voltar? I mean, seriously. Tudo que eu conheço está no meu país, na minha casa, nos meus amigos. Isso aqui é território desconhecido." Imagino que seja absurdamente assustador o pensamento de, bem, quase nunca mais ver ninguém que você conhece. Começar de novo. Tenho uma amiga que foi pra Itália anos atrás e mora lá até hoje. Uma parente que mora em NY e tem família lá. Não pretendem morar de novo no Brasil. Why would they?
Tudo que preciso são alguns anos. Vários, possivelmente, não importa. Como já dizia aquela clássica comunidade do orkut: eu quero ir embora.
Thursday, August 13, 2009
a incansável busca por algo novo.
Chega um ponto na vida de uma pessoa (e, acreditem, isso já aconteceu muitas vezes na minha) onde.. tudo parece igual. Nada mais é interessante. As pessoas, os lugares, tudo soa comum. Você se cansa e pensa "OK.. acho que já conheci tudo que vale a pena disso.. Now what?" O que se faz quando isso acontece? Surge uma vontade enorme e desesperada por algo novo. Alguma coisa, qualquer coisa, que seja diferente do que tudo que você já se acostumou. Normalmente, aí, as pessoas fazem atos que nunca fizeram antes. Inovam. Descobrem. Procuram.
Tem gente que viaja, demite-se, livra-se de responsabilidades, experimentam novas sensações, "novos ares", sentimentos diferentes. Quando eu me sinto assim, na maioria das vezes, eu conheço pessoas novas. Eu olho pra minha lista de amigos de alguma rede social qualquer e não sinto vontade de interagir com nenhum deles - o que, naturalmente, não significa que eu não gosto mais deles and whatnot. Eu conheço pessoas novas, aliás, não necessariamente quando sinto essa necessidade de novidades. Mas quando também a minha, oh tão velha companheira, a incompreensão se faz presente. Às vezes, eu preciso conversar com alguém sobre certas coisas e ninguém parece certo. Então eu procuro por gente certa. Muitas vezes eu acho, para a minha felicidade.
Por um lado, essa história me parece meio triste. Nunca se conformar com o que se tem. O que é buscar o que se quer? De que adianta, se lida ao mesmo resultado? Quando parar?
Enfim.. fodam-se essas perguntas, don't bother thinking about it. É que eu to com um assunto me remoendo por dentro faz semanas e não tenho com quem me expressar. Não é nada sério, don't worry. Also, temo já ter encontrado a nova pessoa certa para com quem conversar about it. "Veremos."
Wednesday, July 29, 2009
safe home.
Qual é o seu safe home?
Wednesday, May 20, 2009
Odeio.
Então, não sei se pego coisas de lá e copio aqui (tinha que dá pra ver qual verbo a gente mais usa pelo site mesmo). Não, acho que não, caso sim eu encheria isso aqui com reclamações.
Termino esse post sem concluir porra nenhuma e sim afirmando que, de fato, para os que não sabem, existe uma tênue linha entre o amor e ódio. Todo mundo detesta amar e também adora odiar. No one can prove me wrong.
Monday, May 11, 2009
"Vem cá, te conheço?"
Bom, comecemos. Isso vai parecer meio redundante mas é algo que percebi só há pouco tempo. Quanto mais informações você sabe sobre uma pessoa, melhor você a conhece - e mais intimidade tem com ela. Lembrando que, claro, a relevância de toda informação é relativa. Na minha opinião, dados como o número de irmãos, por exemplo, é muito menos importante do que, sei lá, quais são as 5 bandas favoritas de alguém. Tanto que esse assunto nunca é mencionado, pessoas ficam espantadas quando digo que tenho uma irmã mais nova, por exemplo.
Quanto mais você sabe sobre alguém, mais você se lembra dessa pessoa. "Vi algo azul pra vender e Fulano gosta de azul." Então, teoricamente, quanto mais seus amigos sabem sobre você, mais eles se lembrarão de você.
Monday, May 04, 2009
retrospectiva 2008.
- Entrada na Dupla Vida Acadêmica
- Aumento Considerável no Círculo de Pessoas
- Talento Reconhecido
- Descoberta Digital dos Portáteis
- Compras na Internet: Sorte e Azar
- Clannad: Ascensão e Queda
- Contato com Vadias
- Munchkin: Nerdice Total
- Animatri Surpreendeu
- House: Deus
- Computação: A Decepção
- Stalker Pride
- I Love Her
- Super-filmes super-heróis
- Descoberta do Real e Ilimitado Poder da Nuvem
- A Morte do Merry (RIP)
- One Piece é Melhor
- Professora Nerd
- Início de um Vicio: Miniaturas
- GReader: Jornal Particular
- Caxias: Visitando Chopper
- Maioridade
- "Agora Estou Pensando em BF2"
Wednesday, April 15, 2009
inaceitável.
Não admito que romances sejam passageiros. É, eu sei o que você está pensando. Mas é sério mesmo. Existe gente que consegue, claro, passar a vida inteira só com uma pessoa (seja pelo motivo que for). E isso me deixa muito feliz e contente com a raça humana. Mas isso cada menos parece acontecer. A maioria fica namorando por meses ou anos, quem sabe até um noivado, mas frequentemente acaba por aí. Acho que deve ser complicado, de fato, conhecer tão bem uma pessoa e conviver tanto com ela. Por mais que ela seja a melhor pessoa do mundo.
Mas, porra, não era pra ser assim. Quando alguém se apaixona, não deveria desistir, assim como o sentimento não deveria sumir com o tempo / falta de contato / whatever.
Nunca vou me acostumar com a expressão "paixões são passageiras."
Friday, February 27, 2009
o indispensável contato.
Quem me conhece, sabe que um assunto que... vem bastante à minha cabeça é o contato. E a relação dele com a internet. Todos os relacionamentos mudaram com o avanço da tecnologia, e todo mundo sabe isso, eu já comentei há uns posts atrás.
É algo que eu detesto admitir, mas nada supera o contato físico. Não pensem em putaria. Digo o mero encontrar pessoalmente com frequência. Trocar uma ou duas palavras.
Pensei sobre isso novamente pois mencionaram (explicaram, na verdade, eu nunca soube o que significava) o termo Síndrome de Estocolmo. Sabe quando você sequestra alguém mas não tem coragem para matar a pessoa? Sabe, acontece. Então, você acaba, bem, criando uma relação com o coitado. Já viu o filme Ata-me!, do Almodóvar? É a mesma coisa.
Se pessoas que se odeiam, por causa do contato, mesmo que involuntário, podem começar a gostar uma das outras, imagina então quando as pessoas já têm um certo interesse uma pela outra?
E você se pergunta, onde está a internet nisso tudo? Sinceramente, ela poderia nem existir. Assim teríamos vidas patéticas de qualquer forma, mas pelo menos não notaríamos o que estamos perdendo.
Sunday, February 01, 2009
subestimando você e outros.
Quando você está começando a conhecer uma pessoa aparentemente legal, duas coisas acontecem. Ou vocês continuam nesse caminho, cada um, normalmente, gostando mais do outro ou você ou ela descobre algo sobre o outro (é comum ser assim) que faz com que o interesse caia, muitas vezes por completo. Não preciso dizer que muitas vezes isso já aconteceu comigo. Também vale a pena dizer que numa grande parte delas, elas não necessariamente fizeram algo pra me desapontar, mas e sim, bom, eu esperava muito delas e tinha preguiça/cansaço de investir. De acreditar na pessoa. De pensar "ela não é essa imagem que eu tenho dela na cabeça, ela deve ser mais." Então, infelizmente (para elas), eu desistia, praticamente, do relacionamento. Sei que não vale nada dizer isso e sei melhor ainda que elas não vão ler isso que estou escrevendo, mas vou dizer mesmo assim: não é nada pessoal. Eu não odeio vocês, pessoas que subestimei e com quem raramente converso (lembrando, quase nenhuma conhece esse blog). Simplesmente não quis investir no nosso relacionamento.
Bom, estou fazendo esse texto pelo menos motivo que fiz o "Quer ser meu amigo?". O oposto aconteceu, ou seja, it seems que eu fui subestimado por outros. Lamentável, claro, mas o que eu mais sinto? Que surpresa: decepção. I mean, eu não sei o que ouviram de mim, mas tenho certeza de que quase tudo é verdade - que coisas de destaque eu fiz, afinal? Let me know. Mas eu não consigo deixar de sentir o tal sentimento clichê de "você não sabe o que está perdendo." O engraçado é que quem fez isso dessa vez é parecido comigo. Parece que fizeram por simples capricho, "vou decidir ignorar" ou algo relativo. Mais ou menos do jeito que eu faço, acho.
Enfim. Eu poderia falar mais coisas, mas deixa.
Thursday, October 30, 2008
just as planned.
ok, comecei esse post só pra dizer o seguinte: se você é o cara mais bonitão e fodão da escola, e se você é a colegial mais desejada do colégio, ainda que menor de idade... vocês vão namorar e fazer sexo. nunca foi diferente.
Tuesday, October 14, 2008
irrelevante.
interessante também é que também temos prioridades, quando não precisamos ter. digo em termos de lazer. o que é mais importante, ver aquele filme clássico que ainda não vi ou terminar aquele jogo épico? e isso acaba levando à priorização dos hobbies. cinema ou jogos? anime ou seriados? HQs ou livros?
acontece que essas escolhas moldam a pessoa. você tende a ser mais assim, se prefere tais coisas. por exemplo, o meu hobbie principal é música. ouvir mp3 no computador. nem digo que é a coisa que eu mais faço, mas e sim a que mais me é importante. e esse é um hobbie extremamente introspectivo, na minha opinião, pois é muito pessoal. I mean, refiro-me no quesito de compartilhar gostos. é raro alguém gostar de x banda na mesma proporção que você.
e, como eu disse, isso molda as pessoas. por exemplo, se você gosta de música, eis um assunto que nunca vai faltar comigo. no meu orkut, creio que mais de 70% das minhas comunidades sejam sobre bandas. assim como o meu maior álbum lá também é sobre isso.
...
meh. mudei a direção do texto e não estou a fim de terminá-lo de forma decente.
Monday, September 01, 2008
a cada dia que passa, mais se percebe que as pessoas fingem. usam máscaras, dependendo de onde estão ou com quem estão interagindo. até o lelouch disse isso ontem. é normal, não se sinta culpado. por um lado, fazer esse tipo de coisa pode ser bem interessante. você cria uma imagem de si mesmo perante os outros, uma imagem forte & firme, e os outros pensam que você é assim sempre. mas é só espectadores saírem, que o show acaba, não há mais platéia, não faz sentido continuar com isso. e claro, também depende da audiência. não é com qualquer um que vou me comportar de tal forma.
bom, o lado triste da coisa é óbvio; enquanto todo mundo acha que você está bem e tudo certo, na verdade não está. eu diria que grande parte da humanidade sofre isso. e então, para evitarmos ter problemas na frente dos outros, inventamos alteregos & merdas relacionadas, onde muitos frequentemente acabam sucumbindo for good. e esse é o grande problema. muita gente cria personagens ridículos e absurdamente egocêntricos, sem o menor propósito, e começam a se comportar de forma diferente, fria e supostamente mais casual. isso é tosco.
sério, isso não é engraçado, nem diferente (todo mundo faz) e por isso, não aumenta o meu interesse. ficadica.
ps. unrelated: na boa, todo mundo ganharia mais se ficasse quieto no seu canto ouvindo música. interação forçada de cu é rola.
