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Sunday, May 22, 2011

dá a mão.




Holding hands may seem like an innocent gesture, but they show more than a simple interlocking of fingers. Your hands are one of the most essential parts of your body: you build with them, feed with them, hold with them, touch with them, fight with them; they are the tools of the human body. To take a hold of another’s hand is to break from living individually. It is to link yourself to another being, to momentarily entwine your life with another’s, to promise, for a moment, that you need not face the world alone. More simple, more aesthetically naive than other forms of affection, i.e kissing, hugging, sexing.., the act of holding hands is often trivialized in its true implications. As the Beatles once said” all I want to do is hold your hand.

Friday, April 08, 2011

eu não quero ser uma formiga.

Soap Opera Woman: Excuse me.
Wiley: Excuse me.
Soap Opera Woman: Hey. Could we do that again? I know we haven't met, but I don't want to be an ant. You know? I mean, it's like we go through life with our antennas bouncing off one another, continously on ant autopilot, with nothing really human required of us. Stop. Go. Walk here. Drive there. All action basically for survival. All communication simply to keep this ant colony buzzing along in an efficient, polite manner. "Here's your change." "Paper or plastic?' "Credit or debit?" "You want ketchup with that?" I don't want a straw. I want real human moments. I want to see you. I want you to see me. I don't want to give that up. I don't want to be ant, you know?


Antigo, mas fácil um dos meus diálogos favoritos of all time.

Friday, January 28, 2011

contexto.


Contexto é tudo. Já postei isso no tumblr, e I'm pretty sure que vocês já devem ter lido sobre isso em algum lugar da internet, mas é sempre muito relevante. Leiam.

Washington, DC Metro Station on a cold January morning in 2007. The man with a violin played six Bach pieces for about 45 minutes. During that time approximately. 2 thousand people went through the station, most of them on their way to work.

4 minutes later:
The violinist received his first dollar: a woman threw the money in the hat and, without stopping, continued to walk.

6 minutes:
A young man leaned against the wall to listen to him, then looked at his watch and started to walk again.

10 minutes:
A 3-year old boy stopped but his mother tugged him along hurriedly. The kid stopped to look at the violinist again, but the mother pushed hard and the child continued to walk, turning his head all the time. This action was repeated by several other children. Every parent, without exception, forced their children to move on quickly.

45 minutes:
The musician played continuously. Only 6 people stopped and listened for a short while. About 20 gave money but continued to walk at their normal pace. The man collected a total of $32.

1 hour:
He finished playing and silence took over. No one noticed. No one applauded, nor was there any recognition.

No one knew this, but the violinist was Joshua Bell, one of the greatest musicians in the world. He played one of the most intricate pieces ever written, with a violin worth $3.5 million dollars. Two days before Joshua Bell sold out a theater in Boston where the seats averaged $100.

This is a true story. Joshua Bell playing incognito in the metro station was organized by the Washington Post as part of a social experiment about perception, taste and people’s priorities.

The questions raised:

  • In a common place environment at an inappropriate hour, do we perceive beauty?
  • Do we stop to appreciate it?
  • Do we recognize talent in an unexpected context?

One possible conclusion reached from this experiment could be this:

If we do not have a moment to stop and listen to one of the best musicians in the world, playing some of the finest music ever written, with one of the most beautiful instruments ever made…

How many other things are we missing?

Saturday, May 15, 2010

imprevisível.

Percebi algo hoje.

Sabe quando a gente começa a conviver bastante com uma pessoa e certas coisas ou manias ou costumes dela passam a nos irritar? Não é isso que incomoda. Não é botar leite vazio na geladeira, nem botar garrafas na porta, nem não usar porta-copos. O problema é a previsibilidade. A pessoa faz e tu pensa "de novo." Vira algo tão cliché dela. Você passa a, como dizem, lê-la como um livro.

O fato de não ter mudança é o que irrita.

Saturday, March 27, 2010

pedaço de vida.

Aí vai um post atípico. Pensei em twittar o seguinte em poucas palavras mas, bom, ninguém iria ler e eu tenho vontade de me expressar mais sobre o assunto.

Eu gosto de anime faz tempo. E todos os gêneros me atraem. Existe um inclusive que descobri não lembro quando e virou um dos meus favoritos. Ele se chama slice of life. Em histórias slice of life, o protagonista não tem que salvar o mundo com mechas. Ele não precisa desvendar mistérios nem se tornar o maior lutador de todos os tempos.


Eu gosto de slice of life pois ele é realista. A vida às vezes não é um monte de acontecimentos épicos que terão importância fundamental com o passar do tempo. A vida às vezes é apenas um monte de nada. Nada acontece. Aí você resolve se encontrar com os amigos. E aí o nada volta. E ele se torna cada vez mais presente. O anime slice of life é assim, ele te bota dentro daquele mundo, com aqueles personagens, para que você veja como é a vida deles. Uma vida normal. E lá, nada acontece também. Existem pessoas engraçadas, claro, a gente sempre ri, e se emociona às vezes. Mas é só isso. Não que isso seja ruim. Não é a coisa mais épica do mundo, claro. Mas não precisa ser; é perfeito assim.

Se quiser alguma recomendação de algum anime assim, ask me. Mas aí vão algumas masterpieces aleatórias (completamente diferentes umas das outras): Mushishi, Haibane Renmei, Aria, Natsume Yuujinchou, Lucky Star, Minami-ke, Genshiken..

Tuesday, March 23, 2010

The Crunch

too much too little

too fat
too thin
or nobody.

laughter or
tears

haters
lovers

strangers with faces like
the backs of
thumb tacks

armies running through
streets of blood
waving winebottles
bayoneting and fucking
virgins.

an old guy in a cheap room
with a photograph of M. Monroe.

there is a loneliness in this world so great
that you can see it in the slow movement of
the hands of a clock

people so tired
mutilated
either by love or no love.

people just are not good to each other
one on one.

the rich are not good to the rich
the poor are not good to the poor.

we are afraid.

our educational system tells us
that we can all be
big-ass winners

it hasn’t told us
about the gutters
or the suicides.

or the terror of one person
aching in one place
alone

untouched
unspoken to

watering a plant.

people are not good to each other.
people are not good to each other.
people are not good to each other.

I suppose they never will be.
I don’t ask them to be.

but sometimes I think about
it.

the beads will swing
the clouds will cloud
and the killer will behead the child
like taking a bite out of an ice cream cone.

too much
too little

too fat
too thin
or nobody

more haters than lovers.

people are not good to each other.
perhaps if they were
our deaths would not be so sad.

meanwhile I look at young girls
stems
flowers of chance.

there must be a way.

surely there must be a way that we have not yet
thought of.

who put this brain inside of me?

it cries
it demands
it says that there is a chance.

it will not say
no.


by Charles Bukowski

Thursday, December 17, 2009

reach out.


Um dia. Quem sabe, um dia estarei em cima desse mesmo prédio, tendo essa mesma vista.

Essa imagem me faz pensar. Por mais longe que nossos objetivos estejam, eles ainda estão . É só alcançá-los. Pode demorar, most likely vai, mas oh boy, se vai valer a pena. Por outro lado, também me vem a cabeça o fato da nossa insignificância. "Formigas." Dizem que nada disso significa algo, não importa a vida que levamos, tudo lida ao mesmo. Pois importa. Se lhe afeta, importa. Mesmo que seja um por um momento. Afinal, eles são tudo que temos, não? E em um deles.. essa vista.


(Não cliquem na imagem acima, a original é esta, bem superior.)

Saturday, October 31, 2009

mudança.

Ahem. *tira a poeira*

Quem me conhece bem, sabe que eu tenho uma relação.. peculiar com o meu primo. A gente se encontra semanalmente. Conversamos e tudo mais. Ele é 5 anos mais novo que eu. Mas isso é assunto pra outro post. O que vem ao caso agora é que com ele, assim como com todas as pessoas existentes, não dá pra concordar sempre.

Veja bem, quando se tem um assunto, os humanos assumem uma das três possíveis reações a seguir. Um, eles concordam. Sim, é óbvio que eu e meu primo compartilhamos muitas coisas em comum. Gostos, em específico. Dois, discordam. Também temos opiniões, sobre certos tópicos, que diferem completamente. Inclusive, se eu encontrasse uma pessoa nova com tais pensamentos, eu não manteria a relação. Em evento de discordância, vale lembrar, surgem dois caminhos: conversar a respeito ou não. Argumentos, discussões. A gente prefere não fazer isso. E por fim, três, não comentam. Pois devidos tópicos are best left unsaid.

Fora cultura, como eu disse, a gente não deve concordar com muita coisa. Digo.. filosofias de vida, o papel da família e trabalho na vida do homem moderno, o futuro da civilização, enfim. Nesse tipo de assunto a gente costuma não concordar. Existe um, porém, tópico que vemos da mesma maneira. Podemos dizer que a gente sonha grande.

Daqui 10, 20 anos pretendemos estar longe daqui. Don't get me wrong, eu não tenho contra a minha cidade natal. Ela é aceitável. Acontece que aqui não é nada. Não conseguimos entender como as pessoas conseguem viver aqui. Hell, eu sempre quis morar em Porto Alegre (um dia ainda vou), mas me dá 5 ou 10 anos lá, que eu me canso também. Vou querer mais. São Paulo. Rio. Curitiba. Brasília. Sei lá. Para enfim, sair do Brasil. Novamente, nada contra o meu país (é mais contra a raça humana mesmo - mas isso não vem ao caso). Eu gosto muito do Brasil, é um país lindo, pretendo inclusive passear bastante por ele antes de, bem, ir embora daqui. Acontece que, analisando, isso aqui não me satisfaz. I mean, are you kidding me?


Eu conheço muita gente que já foi para a Europa ou aos EUA, por exemplo, tanto pra passear como pra trabalhar ou morar. A maioria voltou. Um grande amigo meu passou mais de um ano na Inglaterra. Eu lembro muito bem como foi. Pelos relatos dele, tudo parecia muito legal. Chega um ponto, imagino, em que o estrangeiro lá se pergunta: "devo voltar? I mean, seriously. Tudo que eu conheço está no meu país, na minha casa, nos meus amigos. Isso aqui é território desconhecido." Imagino que seja absurdamente assustador o pensamento de, bem, quase nunca mais ver ninguém que você conhece. Começar de novo. Tenho uma amiga que foi pra Itália anos atrás e mora lá até hoje. Uma parente que mora em NY e tem família lá. Não pretendem morar de novo no Brasil. Why would they?



Tudo que preciso são alguns anos. Vários, possivelmente, não importa. Como já dizia aquela clássica comunidade do orkut: eu quero ir embora.

Friday, October 09, 2009

pra sempre.



O vídeo acima é legal.

Esse (pequeno) post vai ser semelhante a este. Algo aconteceu (nada sério) e eu preciso me expressar.

Fazia tempo que eu não ficava tão feliz por uns personagens. Fazia um muito tempo, inclusive, que casamento não significava nada pra mim. Eu nunca acreditei muito nele, apesar de que na teoria, é algo muito bonito e importante. Nos que fui, os noivos nunca eram, digamos, relevantes. Agora, duas pessoas que me importam muito se casaram e foi lindo.



It's all about having a good time. E, sim, eu estou falando de The Office.

Thursday, September 03, 2009

um pouco sobre a minha situação atual I.

Acho que vou começar a fazer um post desses por ano (ou a cada 6 meses, se bem que meio ano é pouco tempo) e o primeiro será agora. Eu não costumo ser muito pessoal aqui, pelo menos não de forma direta. Isso, bem, não é ruim. Pra mim não é. Mas às vezes dá uma vontade de falar coisas banais, I mean, comuns, mas que pouca gente sabe. Afinal, os únicos que sabem what I've been up to são as pessoas com quem eu converso frequentemente, ou seja, poucos. Um problema sobre fazer um post como o que quero agora é que muitas coisas não tem relação com o resto, então tentarei ser breve, em vários parágrafos, infelizmente (odeio misturar assuntos em um só).

Uns dias atrás, não sei, eu senti uma espécie de onda de melancolia me abatendo e, sério, desde então, ainda não voltei ao normal. Nada em particular aconteceu, mas é como se eu tivesse percebido algo ruim inconscientemente que me deixou mais cansado, derrotado por dentro. Parei de me importar tanto com certas coisas. Maybe it's nothing, sei lá. Talvez, aliás, muito provavelmente, tenha sido a volta às aulas. Eu sei que não é a pior coisa do mundo, mas, Dear God, como estavam boas as férias suínas.

Eu tenho adquirido a mania de me dar metas. Isso é ótimo. A minha última, foi uma espécie de aposta na verdade, foi a de ver um filme por dia em Agosto. Ao rever alguns, junto com mais de 20 filmes novos, consegui. A minha meta atual é alcançar o seriado Curb Your Enthusiasm (Segura a Onda, no Brasil). Descobri uns dias atrás que ele ainda não acabou e que volta com uma temporada nova agora em Setembro, creio, e, putz, eu preciso ver mais disso, é absurdamente genial. Não vou falar do que se trata pois o post não é sobre isso, mas é comédia, é HBO e é de um dos criadores de Seinfeld. Resumindo em duas expressões: situações do dia-a-dia e gente discutindo. (Aliás, eu definitivamente deveria dar mais destaque à cultura aqui. Tem tanto filme e seriado e jogo e banda e animê que me afeta profundamente e eu nem menciono. Filmes eu falo, mas e o resto? O que me leva ao próximo parágrafo.)

Talvez isso seja algo meio fútil, mas ultimamente, mais do que nunca, eu sinto que a cultura completa a minha vida. Eu sou o que eu gosto. Porém, como eu andava discutindo com um amigo a respeito, e parafraseando Freddie Mercury, "é muita coisa pra se fazer numa vida só." Se eu tivesse um hobby só, vejamos, digamos que eu fosse viciado em video-game. Existem tantos, mas tantos jogos bons que dá pra gastar um bom tempo da vida se dedicando a eles. Cinema então! Infinitas obras, inúmeros filmes para se descobrir. Sou absurdamente feliz por ser como sou e gostar de tudo que gosto, eu tenho amigos que são voltados somente a um hobby praticamente. Conheço gente que não para de ver animê, que vê uns três filmes por dia quase que diariamente, que sempre que encontra uma brecha, um intervalo de tempo, voltam ao seu pequeno hobby. Eu acho estranho, dedicar-se somente à esta uma coisa, feels like eles estão perdendo tanta coisa.

Tenho muita vontade de fazer um twitter secreto. É que às vezes me surgem umas frases na cabeça que são pequenas demais para um post aqui. E se eu postasse lá, ficaria weird. Eu possivelmente teria que me explicar and I fucking hate that.

Como mencionei no primeiro parágrafo desses aleatórios, minhas aulas voltaram. Eu vou me formar ano que vem e isso é uma falha enorme de minha parte. Acontece que eu já deveria ter me formado ano passado. Ou seja, falhei then, assim como também não me formei semestre passado e nem me formarei no final desse ano. Esse semestre de agora, porém, farei o meu TCC e não estou empolgado at all. A única coisa boa sobre isso é que, se tudo der certo, em alguns meses estarei livre dele. Se eu passar e tal. Inclusive, se eu passar em todas as cadeiras desse semestre, ano que vem eu farei uma só. Ou seja, ano que vem seria uma matação infernal. Eu sei que não deveria estar reclamando sobre isso, mas, pelo amor da raposa, eu não aguento mais essa minha fucking current situation. E, de acordo com minhas previsões, nada vai mudar até eu me formar (ou vai). Enough with the mimimi, eu quero me livrar disso de uma vez.

Setembro será, disparado, o melhor mês do segundo semestre de 2009. Provavelmente. E, sim, só por causa das novas temporadas de vários seriados que adoro. O do primeiro semestre foi Abril. Aliás, eu ando muito pregado à datas, meses and I'm kinda liking it. Eu quero comprar uma agenda e anotar quando acontece algo importante ou relevante. Gosto de dados e levantamentos, daria pra ter umas informações curiosas fazendo isso.

Todo santo dia eu durmo escutando post-rock nos fones de ouvido e isso me faz uma pessoa muito, muito melhor.

Tiro minha sanidade de eventuais encontros com amigos, risadas e um ocasional sentimento de paz e realização. Feels good, man.


That's pretty much it. Só farei outro post desses ano que vem, então até lá.

Thursday, August 13, 2009

a incansável busca por algo novo.

I feel like talking então lá vai.


Chega um ponto na vida de uma pessoa (e, acreditem, isso já aconteceu muitas vezes na minha) onde.. tudo parece igual. Nada mais é interessante. As pessoas, os lugares, tudo soa comum. Você se cansa e pensa "OK.. acho que já conheci tudo que vale a pena disso.. Now what?" O que se faz quando isso acontece? Surge uma vontade enorme e desesperada por algo novo. Alguma coisa, qualquer coisa, que seja diferente do que tudo que você já se acostumou. Normalmente, aí, as pessoas fazem atos que nunca fizeram antes. Inovam. Descobrem. Procuram.


Tem gente que viaja, demite-se, livra-se de responsabilidades, experimentam novas sensações, "novos ares", sentimentos diferentes. Quando eu me sinto assim, na maioria das vezes, eu conheço pessoas novas. Eu olho pra minha lista de amigos de alguma rede social qualquer e não sinto vontade de interagir com nenhum deles - o que, naturalmente, não significa que eu não gosto mais deles and whatnot. Eu conheço pessoas novas, aliás, não necessariamente quando sinto essa necessidade de novidades. Mas quando também a minha, oh tão velha companheira, a incompreensão se faz presente. Às vezes, eu preciso conversar com alguém sobre certas coisas e ninguém parece certo. Então eu procuro por gente certa. Muitas vezes eu acho, para a minha felicidade.


Por um lado, essa história me parece meio triste. Nunca se conformar com o que se tem. O que é buscar o que se quer? De que adianta, se lida ao mesmo resultado? Quando parar?

Enfim.. fodam-se essas perguntas, don't bother thinking about it. É que eu to com um assunto me remoendo por dentro faz semanas e não tenho com quem me expressar. Não é nada sério, don't worry. Also, temo já ter encontrado a nova pessoa certa para com quem conversar about it. "Veremos."

Wednesday, July 29, 2009

safe home.

Safe home é aquilo que você procura quando tudo dá errado. É o seu refúgio, quando você não está a fim de viver normalmente naquele dia. Aquilo que te deixa quentinho nas noites de frio.


Qual é o seu safe home?

Tuesday, July 07, 2009

paraíso nerd.

OK. Uma das lembranças nerds mais antigas que tenho foi de quando eu ainda estava no colégio. Era na época que todos usavam conexão discada, claro. E foi no ano X. Back then, em casa, não tínhamos acesso à Internet, e então, o laboratório de informática da escola parecia um lugar mágico. Todos aqueles computadores levando a um novo mundo, todas aquelas pessoas sentadas acessando algo do seu interesse. A minha aula era de manhã e, em muitas das minhas tardes tediosas, o que eu fazia? Ia pra faculdade entrar na Internet, sozinho.


Acho que foi daí que sempre me senti muito, digamos, seguro, quando dentro dos lugares onde estudava. Na época, o sentimento de passear pelos corredores livremente, enquanto eu via muita gente em aula, era muito bom. E como com o passar do tempo eu conhecia cada vez melhor a escola toda (que ainda é enorme, muito mais para uma criança), eu de fato me sentia em casa. Mas esse é assunto pra outro post, estamos falando de serious business aqui.


Eram dois laboratórios de informática, um do lado do outro. Um tinha uma porta pro outro. Eis que um belo dia eles iam fechar mais cedo, por algum motivo. Um deles já tinha fechado (leia-se todos os computadores desligados) e as pessoas do outro estavam indo embora. Eu deveria ir também. Mas ao invés disso, adentrei o laboratório já fechado. Escuto todos irem do outro e, por um tempo, não ouço nada. Sinto-me só. E então vejo aqueles vários computadores parados na minha frente. Ligo uns 5, um do lado do outro. Uns minutos depois, escuto barulhos no outro laboratório. Era uma faxineira, ou algo que o valha. Tento ficar o mais quieto possível. Meus pensamentos na hora eram de puro êxtase. "5 computadores?! Vou poder fazer tanta coisa ao mesmo tempo!" Fui abrindo os navegadores, de todos eles.

Infelizmente, pouco tempo depois disso, a empregada entra no meu laboratório e me nota. E então me manda embora, pois eu não deveria ficar ali.

Friday, July 03, 2009

banho.

Meu sonho é ter um blog de verdade. Pra mim, isso constitui no seguinte: um lugar onde tu te expressa, sobre tudo. Cada assunto é um post. Tatuagens, cores, sexo, Street Fighter, qualquer coisa. Assim seria muito mais fácil de vocês saberem o que eu penso sobre as coisas. Do tipo "Hm, o que será que ele pensa sobre aquilo?" and then procurar no blog; se não tiver post about it, eu faria eventualmente.

Farei isso um pouco agora (talvez até faça uma tag nova pra isso - ou não). O assunto? Banho. Sim, aquele de todos os dias. Curiosamente é um assunto que tenho bastante pra falar, IMHO. Vamos lá..


Bom, como qualquer pessoa normal, creio, eu prezo bastante um bom banho quente. Um bom banho quente depende de dois fatores, unicamente: a temperatura da água (quente não é morno) e a quantidade de água que produz o chuveiro. Eu detesto duchas. São horríveis. Nelas, para a água ser mais quente, precisa ter menos água e isso contradiz totalmente o meu ideal de banho bom! Por um bom tempo, enquanto eu morava na nossa casa antiga, os chuveiros eram muito ruins. Então várias vezes por semana eu ia pro apartamento da minha vó (que era em direção de tudo, felizmente) e tomava banho lá. O chuveiro dela era bem melhor do que os nossos. Mas aí a gente se mudou pro centro e a minha vida mudou.

Naquela época, o melhor banho que eu experimentava era em clubes sociais. Tipo aqueles que precisa ser sócio, tem quadras de tênis e futebol, piscinas e tudo mais. Um deles, particularmente (o mais caro, que eu ainda vou, mas pra jogar ping pong com o meu primo, que é sócio de lá, unlike me) era o Dunas Clube. O chuveiro que eu usava do vestiário era muito bom. Era ducha, mas era enorme e a temperatura era boa. Mas mudaram os chuveiros depois. FAIL.


Como eu disse, minha vida mudou quando nos mudamos para o centro. Em muitos sentidos. Primeiro lugar, and how awesome is this?, o chuveiro aqui de casa é o melhor que eu já usei. Muito melhor do que os dos clubes e até de hotéis. O chuveiro em hotéis (bons) normalmente é bom, mas sempre tem o mesmo problema: a água é muito forte. Parece que vai furar a minha pele! Já aqui em casa, o banho é perfeito demais! É bastante água, ela vem forte (mas não muito) e é muito quente. É só ligar a torneira quente no máximo e ir regulando com a fria. Comparado com o banho daqui, o da minha vó, que já foi o paraíso pra mim antigamente, é um lixo completo. Srsly. Não tem a menor comparação. Lá só tem uma vantagem: o chuveiro é bem perto da parede, então dá pra encostar as costas na parede, enquanto embaixo da água. Aqui não, a água vai na diagonal pra frente, e fica bem longe da parede de trás.

Um bom banho quente me faz esquecer de todos os problemas, praticamente. Mesmo sentindo que às vezes não mereço algo tão bom, eu penso "fuck this, vou é tomar um banho demorado." Ah, e obviamente tomar banho quente no inverno é muito melhor do que no verão. Tudo é pior no verão (exceto uma coisa). Mas eu falo sobre isso em outro post.


Ah, one last thing. Como deve acontecer com muitos, banho de banheira é o maior sonho da minha vida. Só tomei uma vez; na casa de uma parente lá no Rio de Janeiro. Faz tempo e eu não lembro direito, mas foi bom. Com certeza, eu seria uma pessoa muito mais feliz com uma banheira em casa.


PS.: Porra, acho que vou ter que fazer uma tag nova pra esse tipo de post, mal consegui encaixá-lo as tags já existentes.

PS2.: Nossa, só percebi agora: estamos exatamente na metade do ano e 2009 já passou o número de postagens de 2005. E daqui a pouco passa 2007 também. Isso me deixa feliz, it means que mesmo sentindo que posto muito pouco aqui, a coisa tá andando.

Monday, June 22, 2009

Tuesday, May 26, 2009

Last Day Dream.

Last Day Dream [HD] from Chris Milk on Vimeo.

Veja em fullscreen, por favor.


A vida em 40 segundos. Que vídeo genial. Notaram o niilismo nele?

Minhas partes favoritas são, em ordem: cachorro, aliança e, obviamente, praia.

Monday, May 04, 2009

retrospectiva 2008.

Lembram deste post?

Pois é, eu já deveria ter postado isso antes, claro, mas vai agora. Pra quem não sabe, eu costumo fazer retrospectiva do ano com o meu primo, falando sobre coisas relevantes que ocorreram durante o ano que se acabou. Vocês não vão entender direito.

- Entrada na Dupla Vida Acadêmica
- Aumento Considerável no Círculo de Pessoas
- Talento Reconhecido
- Descoberta Digital dos Portáteis
- Compras na Internet: Sorte e Azar
- Clannad: Ascensão e Queda
- Contato com Vadias
- Munchkin: Nerdice Total
- Animatri Surpreendeu
- House: Deus
- Computação: A Decepção
- Stalker Pride
- I Love Her
- Super-filmes super-heróis
- Descoberta do Real e Ilimitado Poder da Nuvem
- A Morte do Merry (RIP)
- One Piece é Melhor
- Professora Nerd
- Início de um Vicio: Miniaturas
- GReader: Jornal Particular
- Caxias: Visitando Chopper
- Maioridade
- "Agora Estou Pensando em BF2"

Wednesday, April 15, 2009

inaceitável.

Certas coisas na vida eu não consigo aceitar. Eu deveria fazer uma tag sobre isso.

Não admito que romances sejam passageiros. É, eu sei o que você está pensando. Mas é sério mesmo. Existe gente que consegue, claro, passar a vida inteira só com uma pessoa (seja pelo motivo que for). E isso me deixa muito feliz e contente com a raça humana. Mas isso cada menos parece acontecer. A maioria fica namorando por meses ou anos, quem sabe até um noivado, mas frequentemente acaba por aí. Acho que deve ser complicado, de fato, conhecer tão bem uma pessoa e conviver tanto com ela. Por mais que ela seja a melhor pessoa do mundo.

Mas, porra, não era pra ser assim. Quando alguém se apaixona, não deveria desistir, assim como o sentimento não deveria sumir com o tempo / falta de contato / whatever.

Nunca vou me acostumar com a expressão "paixões são passageiras."

Thursday, April 09, 2009

Sabe aquela cena no Clube da Luta onde o cara diz que sempre deseja que o avião caia quando está voando? E aí ele imagina o avião partindo ao meio e tudo mais.

Durante essa minha última viagem para SP, no meio do ar e escutando post-rock, eu pensava que o avião poderia partir ao meio, que eu morreria feliz.


That's how much I like PR.