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Monday, October 27, 2014

NaNoWriMo 2014 (e mais).

NaNoWriMo significa National Novel Writing Month. É em Novembro.

É um projeto que desafia aspirates a escritores (ou simplesmente gente que gosta de escrever) a escrever um livro de CINQUENTA MIL PALAVRAS em 30 dias. Isso é mais de mil palavras por dia.

Porém, o que você escreve não precisa fazer sentido. Não precisa ser um livro com início, meio e fim. Pode ser literalmente qualquer coisa, desde que sejam 50,000 palavras em 30 dias. É mais sobre o compromisso, do que sobre escrever algo lógico.

Tenho dois amigos que completaram o desafio ano passado. Eu tentei, não seriamente, e não lembro quantas palavras consegui. Poucas.

Esse ano talvez eu tente de novo. Talvez não seja seriamente de novo. Esses pedaços que escrevi aqui nos últimos posts fazem parte disso. Vou taggear tudo que for parte disso como "nano." Não sei como vão ser o nome dos posts.

Provavelmente tudo que eu escrever aqui durante Novembro vai fazer parte disso. Se estiver taggeado como "nano", faz parte. Mesmo que eu escreva "hoje eu fui pra faculdade e fiz isto." É ficção.

E teoricamente não se deve compartilhar o que está escrevendo no livro, mas eu vou postar aqui. Pretendo escrever, como estou fazendo, vários pedaços.

-

Como alguns de vocês devem ter percebido, eu mudei o meu blog de cinema pra cá. Talvez eu mude esse blog pro WordPress também. Talvez mude o blog de nome.

Sei lá.

Friday, September 27, 2013

diretamente de um filme de woody allen.

A minha vida aqui tem uma rotina agradável. Quando faço algo diferente do que faço todos os dias, é tudo comedido e previsível. Surpresas e mudança de hábito não fazem parte da minha vida aqui. Não estou reclamando. Isto é a famosa zona de conforto. Estou satisfeito em não mudar isso agora, por enquanto, aqui. Ir à exposições de artistas não faz parte disso. Obviamente eu já fiz isso, várias vezes. Acho inclusive uma forma interessante de socializar. Mas hoje eu fiz isso e foi diferente.

Minha experiência com vernissages era limitada a artistas novatos e jovens. Nunca foi nada muito formal e "elitizado." Então que um parente meu do Rio de Janeiro veio pra cá mostrar uma exibição. Isso nunca acontece e então "tive" que ir. Era uma noite fria (mas não tanto) e escolhi vestir uma jaqueta de couro. "Nada muito formal." Cheguei lá e, logo que entrei, percebi duas coisas:

1) Eu não estava bem vestido o suficiente pra isso. Não vou me comparar com as outras pessoas presentes, mas eu me senti dentro de um filme do Woody Allen, em alguma cena de vernissage cheia de gente chata e pretensiosa. Felizmente (e também curiosamente) não lembro da conversa de nenhum estranho, então não pude confirmar isso.

2) Estava muito calor lá dentro. De modo que, de ficar parado e meramente olhando alguns quadros, eu comecei a suar e quase passei mal (admito que o calor não foi o único fator pra isso).


O lugar era pequeno e tinha muita gente. Mas, claro, obviamente, como funciona em qualquer evento social, eu encontrei um conhecido. Ex-colega de faculdade. Claro. Ele estava trabalhando, tirando fotos. Conversamos. Ele perguntou (claro) se tenho "trabalhado na área." Esta imagem me veio a cabeça. Respondi sendo evasivo, como sempre, e então o próprio artista e "dono" da exibição veio falar conosco. Eu sou parente dele, afinal. Depois de alguns segundos, ele foi embora e fiquei a sós com meu conhecido de novo. Ele estava usando terno. Eu tive que assumir. Não poderia ser só eu. "Puta que pariu, que calor tá aqui dentro", eu disse. Ele respondeu na hora. "Um inferno." Ri e me retirei.

Fui pra frente do local, na rua, no frio agradável. Eu não conseguia parar de pensar sobre esteriótipos da classe média-alta / alta. Essas pessoas tem espelho em casa? Obviamente não estou "reclamando" das roupas dos outros (quem sou eu pra fazer isso, vestindo o que estava vestindo?). Mas... Elas parecem exatamente com o que deveriam parecer. Elas não sabem o quão clichê e uptight elas parecem? 

Depois de ficar ali com o segurança por um tempo e expressar, sim, pra ele também, o meu disconforto com o calor lá de dentro (e nada mais, porque não tinha mais assunto e eu não queria mais conversa), fui embora.


PS. Esse texto foi um exercício pessoal. Eu nunca postaria algo assim aqui (por quê?). Eu normalmente conversaria sobre isso com alguém (uma, no máximo duas pessoas). Enfim, sharing is caring.

Monday, December 31, 2012

retrospectiva 2012.

Agora sim. Essa lista foi feita ontem e vou entrar em detalhes (em alguns casos) quando me convém. Também comentarei o ano brevemente numa segunda parte.

- Corinthians campeão mundial

Não importa o motivo, isso aconteceu e isso é uma merda. O ano também é feito de lembranças ruins.

- Europa azul: Chelsea campeão da Champions League

Pelo menos isso aconteceu e com jogos espetaculares.

- Breaking Bad segue sendo o melhor seriado atual

Sem comentários. Apenas um fato.

- Menção honrosa a Sherlock

Como bem disse um amigo meu, um episódio de Sherlock é melhor do que muito filme. TV done right.

- Ron Fucking Swanson

Simplesmente o cara.

- New Eleven

Liga de Fantasy Football criada esse ano por um pessoal daqui. Fui pra final mas perdi. Vício.

- Texas, Baby

- Back from Canada

Voltei do Canadá e foi a maior burrice que eu já fiz.

- Adeus, Brasil: uma decisão de vida

Simplesmente não dá.

- Cabaço empresarial

- Outro super-ano de super-heróis (Avengers e TDKR)

Auto-explicativo.

- 15 anos depois, Fiasco III

Diablo 3 não foi grandes merda.

- Comp gaming FTL.

Perdi que não consigo jogar jogos competitivos. Estresse define.

- A trova de um ano: a louca do alemão

- A primeira a casar

- OMFG! bombando

Canal de mIRC que tenho com uns amigos de todo Brasil. Broderagem acima de tudo.

- OPPA GANGNAM STYLE

- Alcoolismo

- Jogos de tabuleiro

- A Song of Ice and Fire (livros)

retrospectiva 2010.

2010? Oi? Sim, achei a lista que, como de costume, faço com meu primo e vou postá-la agora. Não vou entrar em detalhes porque não tenho vontade.

- Adeus, college life
- Dois cursos, menos vida
- Reuniões domingo
- Avatar 3D
- Metallive
- Seriados UK > US
- One Piece segue sendo o melhor anime de todos os tempos
- Volta aos consoles
- O desvio perfeito (bolsista)
- US sports
- MGS4 melhor jogo de todos os tempos
- Quase Lula
- Scott Pilgrim
- Breaking Bad segue sendo o melhor seriado atual
- Abu não dá bi
- Vuvuzela > copa
- Um motivo para ler jornal na biblioteca
- Eu tenho uma stalker! (Oi!)
- O Deus do anime morre (Satoshi Kon)
- Steam é amor

Monday, June 25, 2012

a expectativa dos outros.

Quanto das suas ações são feitas porque é esperado de você?
Quanto de você mesmo foi decidido porque é isso que se espera de alguém como você?


Confuso? Vou explanar.

A primeira pergunta é simples. Grande parte das decisões do homem moderno já foram estabelecidas. Ele vai fazer tudo que já foi feito (isso é outro assunto, Eterno Retorno, etc.). Exemplos: Se você é estudante, é esperado que você vá à aula. E estude e se forme. Ou, se as pessoas te conhecem como preguiçoso e vagabundo, é esperado que você falhe e demore pra se formar. Nada disso é surpresa. Ir na padaria comprar pão é comum, a padaria foi criada pra isso. Trabalhar é normal, ter uma família é normal. Em geral, a vida (e decisões) dos homens são todas iguais.

Mais a fundo, temos a segunda pergunta. Novamente, suposições: Se eu sou gremista, é normal comprar camisetas do time. É normal pagar ingresso e ir aos jogos. É normal detestar o Inter? É normal morar do lado do Beira-Rio? Se eu gosto de anime, é normal já ter visto Pokémon? Se eu sou brasileiro, é normal jogar bem futebol? Se eu sou o filho mais velho, é normal ser o mais mimado? Se eu sou o que chamam de nerd, é normal ler HQs e ter todos aqueles hobbies? Aí é que está o meu ponto. E se eu não tenho todos aqueles hobbies? Vou começar a tê-los porque é isso que esperam de mim? Se sou X mas as pessoas me julgam Y, vou começar a agir como Y para justificá-las?


Isso prejudica como eu vejo todo mundo. Eu questiono tudo. Por que você está fazendo isso? A sua decisão de ser Y ou X ou 13 não é assunto meu, eu sei disso, mas eu quero entender. O problema é que ninguém mais quer. Não só isso, como entender na verdade é impossível. Se eu não sei como se originam as minhas ações, como posso entender o que motiva os outros? Se não tem como estabelecer o que exatamente fez as pessoas do jeito que são, como é possível esperar compreensão entre elas?

(A minha visão cínica diz que é tudo falso. Só existe a conveniência. Você tem amigos e gosta deles porque não quer ficar sozinho. Isso é outro assunto.)

Sunday, May 22, 2011

zetsubou no yume.

Tive um sonho sensacional hoje.

Eu tava num prédio, subindo no elevador. Era noite. Subi e entrei num apartamento, o meu, provavelmente. Eu sabia que lá fora tinha uma espécie de tornado/tempestade enorme e catastrófica. Não muito longe. Eu penso em aviões e que isso iria afetá-los - claramente, então, o sonho não se passava aqui. Resolvo olhar pra janela e, é, eu estava certo. A vista não é tão boa, não estou num andar muito alto e existem outros prédios bloqueando o horizonte. Mas eu vejo clear as day duas explosões no céu. A poucos km de mim, ou seja, algo que não se vê todos os dias. Mas o mais impressionante não são elas. Vejo também um avião, voando muito baixo, tremendo sem parar, por causa da turbulência. Esse sim, devia estar a poucos metros do meu prédio, mas voando na direção oposta. Eu penso "caralho, ele vai cair." E ele cai.

Então eu resolvo ir pra rua ver os destroços. Lá fora, tem bastante gente por causa do caos, mesmo sendo de noite. A população está com mixed feelings. Muita gente se desespera mas alguns ignoram a situação completamente. Várias malas com para-quedas caem pelas ruas. Umas são esquecidas, outras roubadas e destruídas. Na direção do acidente, já noto muitos policiais. Quando chego bem perto do local, o curioso é que vejo bastante gente com armas, rondando a zona, mas ninguém de uniforme. Pareciam mercenários que a polícia contratou pra fazer sei lá o quê.

Não lembro de mais nada.

Friday, February 04, 2011

o meu problema com descolados.

Antes de mais nada, precisamos de uma definição para o termo. Em inglês, cool kids. Os descolados. No UD, temos algumas explicações interessantes. Alguém cool demais para fazer o que quiser ou anything at all. Exemplo:

- Ah, não vou sair com vocês hoje.
- Por que não?
- Não to com vontade, foda-se.
- Puxa, como você é descolado, hein.

Outra característica bastante usada é ser arrogante. Quem se acha melhor que os outros e não se mistura. Mas pra mim, o conceito vai muito mais além do que isso (por isso, talvez, eu veja descolados everywhere). Se você está numa festa com outra pessoa e estão num canto making fun of other people, vocês são descolados. Se você faz uma piada num grupo de amigos e só um cara entende, vocês dois são descolados. Claro, todo mundo faz isso (eu inclusive, muitas vezes), não é algo condenável ou algo que você faça pra se sentir melhor do que os outros. Mas, sim, é algo que te deixa ~mais legal~ nos olhos dos outros (e talvez mais irritante).

(É por isso que "os nerds estão ganhando" atualmente. Fulaninho era o idiota do colégio, feio, não pegava ninguém e tudo mais. Estudou, trabalhou, subiu na vida. Conheceu a internet. Agora subestima os fodões da vida e faz piadinhas babacas com o que quer que seja. Isso é ser descolado. E, claro, o próprio conceito de ser um "fodão da vida" já é ser descolado, aliás, esse é o descolado original.)

Outra coisa que eu penso muito quando me lembro desse assunto é peer pressure. You know. Fazer algo só porque todo mundo tá fazendo. Uma das coisas mais rídiculas que existem. Novamente, a maioria de nós provalvemente já fez isso na adolescência. "Quero aprovação." Pitiful. Peer pressure brings me to dois pontos curiosos. Um deles acontece na nossa infância, quando nossos amigos e colegas vão fazer coisas legais e for some reason teus pais não deixam. Desde quando "mas, pai, até o fulano vai!" é argumento? E aí eles sempre falam, né, "e se o fulaninho se atirasse da ponte, tu ia junto?" e a gente fica "duuh." É a mesma coisa.

O ponto dois não tem relação com nada, é somente uma camiseta perfeita do TShirtHell, que um dia, se tudo certo, pretendo comprar. I mean, se tá todo mundo fazendo, o que pode dar errado?


Tudo isso porque eu tava brincando com uma bola de vôlei agora na sala e me lembrei de uma cena da infância. Colégio, educação física. Os alunos podiam escolher entre jogar vôlei ou futebol e, por algum motivo, eu escolhi vôlei. Devia ser a nossa primeira semana e ninguém tinha jogado o esporte numa quadra normal com rede alta and all that jazz. Então o professor nos ensinou o jogo no easy mode: dava pra segurar a bola. Pegue. Passe pra qualquer teammate e ele se vira. Ou seja, era super parado, mas estávamos aprendendo. Um dia então, ainda nesse estágio, o time adversário, feito também de colegas, era mostly composto pelos guris descolados da turma. E eles resolveram jogar vôlei de verdade. Sem segurar a bola. Quando ela voltava pro nosso lado, claro, tudo parava. Passes lentos. Mas, putz, era indiscritível a adrenalina que todo mundo sentia quando eles estavam jogando. "É isso! É isso que eu quero fazer e é assim que eu quero ser!", a maioria das pessoas deveriam pensar. Naquele momento, eles eram as crianças mais descoladas ever. E, na mente deles, eles só estavam se divertindo.


Makes you wonder.

Friday, January 28, 2011

contexto.


Contexto é tudo. Já postei isso no tumblr, e I'm pretty sure que vocês já devem ter lido sobre isso em algum lugar da internet, mas é sempre muito relevante. Leiam.

Washington, DC Metro Station on a cold January morning in 2007. The man with a violin played six Bach pieces for about 45 minutes. During that time approximately. 2 thousand people went through the station, most of them on their way to work.

4 minutes later:
The violinist received his first dollar: a woman threw the money in the hat and, without stopping, continued to walk.

6 minutes:
A young man leaned against the wall to listen to him, then looked at his watch and started to walk again.

10 minutes:
A 3-year old boy stopped but his mother tugged him along hurriedly. The kid stopped to look at the violinist again, but the mother pushed hard and the child continued to walk, turning his head all the time. This action was repeated by several other children. Every parent, without exception, forced their children to move on quickly.

45 minutes:
The musician played continuously. Only 6 people stopped and listened for a short while. About 20 gave money but continued to walk at their normal pace. The man collected a total of $32.

1 hour:
He finished playing and silence took over. No one noticed. No one applauded, nor was there any recognition.

No one knew this, but the violinist was Joshua Bell, one of the greatest musicians in the world. He played one of the most intricate pieces ever written, with a violin worth $3.5 million dollars. Two days before Joshua Bell sold out a theater in Boston where the seats averaged $100.

This is a true story. Joshua Bell playing incognito in the metro station was organized by the Washington Post as part of a social experiment about perception, taste and people’s priorities.

The questions raised:

  • In a common place environment at an inappropriate hour, do we perceive beauty?
  • Do we stop to appreciate it?
  • Do we recognize talent in an unexpected context?

One possible conclusion reached from this experiment could be this:

If we do not have a moment to stop and listen to one of the best musicians in the world, playing some of the finest music ever written, with one of the most beautiful instruments ever made…

How many other things are we missing?

Wednesday, November 24, 2010

a minha boa ação de hoje foi...

Eu não acredito em boas ações, percebi isso hoje. Bom, de um tipo delas pelo menos. Explanarei.

Quero mencionar o tipo de boa ação onde a pessoa te pede um favor. O outro tipo seria onde tu supõe algo que ajudaria alguém e faz, sem consultá-la. Meu interesse lies elsewhere. O que constitui um favor? É quando tu beneficia alguém, normalmente a custo de algo teu (tempo, paciência, dinheiro). Ou seja, é totalmente altruísta. Enfim, vamos a situação. Alguém, um estranho, te pede um favor. Tu resolve fazer. Duas coisas podem acontecer, duas que talvez você não saiba qual de fato aconteceu. 1: A pessoa realmente precisava daquilo e fica sinceramente grata. 2: Você foi passado pra trás. Ela resolveu tentar enganar alguém e deu certo.

(Claro, como mencionei, como você provavelmente não ficará sabendo do resultado, quando o 2 acontece, é como uma white lie, uma mentira que não machucou ninguém.)

O que me motivou a escrever esse post? Hoje eu estava na faculdade, peguei uma fichinha e fiquei esperando o meu número ser chamado. Tava demorando, mas eu não tinha pressa, nem nada pra fazer. Tem um cara do meu lado e ele começa a falar no celular (ou eu comecei a prestar atenção na conversa a partir desse ponto). Ele menciona passagem de ônibus e horário. Após desligar, ele se vira para mim e pergunta qual é o meu número de espera e se pode trocar comigo (eu era 50, ele 53) porque blá blá blá (não importa a desculpa que ele usou). Imediatamente, eu pensei "meh... sure, why not?" e foi isso que fiz. Troquei e resolvi passear, pois ia demorar ainda mais ainda. Poucos minutos depois, entro na faculdade de novo e ele está saindo, não parecendo apressado, at all. It made me wonder.

Mas that's not the point. Meu ponto é que, ao fazer a "boa ação", eu não me senti bem. Se se sentir bem ajudando o outro deveria ser o padrão da "boa ação" e isso não acontece comigo, não faz sentido eu fazê-las. Continuarei fazendo, though. Eventualmente. Tudo depende do meu humor.

Thursday, July 22, 2010

um pouco sobre minha situação atual II.

Um ano se passou (praticamente) desde este post e está na hora da parte dois.


Curioso que, dias antes de eu de fato entrar de férias (fator decisivo para criação desse texto), eu estava com muita vontade de escrevê-lo. Não tinha nenhum assunto em mente, mas escrevê-lo significava closure, o fim de mais um semestre maldito na faculdade. E então eu fiquei de férias e... Sei lá, a vontade sumiu. Uma das causas desse desaparecimento foi, claro, a compra do meu mais novo video game: PS3. Faz dez anos que eu não comprava um, haha. E, cacete, já percebi como fez falta na minha vida. "Prometi" pra mim mesmo que ia fazer um milhão de coisas nas férias, mas o video game não fazia parte disso. Já vejo que, novamente, não vou fazer porra nenhuma da minha to-do list de férias. Não me importo.

OK, OK, sobre a minha situação atual. Ou não, podemos deixar isso pra depois. Quero um post tão grande quanto o primeiro então vou "enrolar." Quero falar sobre algo sério aqui, algo constantemente presente na sociedade atual e em quase todos relacionamentos existentes. Uma coisa chamada julgamento. Não me refiro à punição, nem a "fazer justiça." E sim ao simples fato de julgar. É triste dizer, mas todo mundo faz isso o tempo inteiro. Em uma análise breve, existem dois tipos: o pré-julgamento e o, sei lá, julgamento íntimo. O primeiro nem preciso explicar mas o segundo é quando ele vem de alguém que tu conheça, como um amigo. Em diversos momentos do meu dia, sinto-me de certas formas que não posso me expressar para, digamos, a maioria deles. Talvez você me entenda. É tão cansativo ter que se guardar. E não falo de "deal breakers", e sim de meros sentimentos que se expostos seriam, sei lá, alvos de alguma piadinha inofensiva, idiota e, claro, "inteligente e irônica." Pois eu digo fuck that shit. Façam um favor para vocês mesmo e julguem menos. Naquele momento que você faria a pessoa "cair no seu conceito", não façam fucking nada. Fiquem quietos. Aceitem. É tão óbvio que ninguém é perfeito, stop trying to achar alguém "digno da sua amizade." Claro, você escolhe quem quiser pra ser seu amigo, mas give them a chance. Quem sabe o que pode acontecer?

*phew*

Outro assunto que quero mencionar nesse post é essa recente mudança na minha vida. Semana passada, eu tava sempre no computador, redes sociais, you name it, "perdendo tempo", so to speak. Seriados eram um escapismo perfeito. Todos tais dias eu ficava ansioso para baixá-los e me sentia realizado quando os via. Então eu comprei o PS3. E mal toquei no computador ever since. Não, não passei todos malditos minutos jogando até agora, mas, cacete, a imersão que ele proporciona, como mencionei aqui, é outro nível. É engraçado que sempre dividi minha vida em duas: RL (real life) e a internet. Com o video game, eu não tenho contato com nenhuma! Fico no in between. Isso é.. interessante. Mas não, eu necessito de um equilíbrio. Detestaria passar todas as férias dentro de jogos. Preciso do resto. O problema é a razão quem exige esse balanço e, em certos aspectos, eu sempre fiz o que tava com vontade e foda-se. Enfim, obviamente não mencionar aqui o que eu decidi fazer nas férias, é pra isso que serve o meu twitter.


Na faculdade tudo deu relativamente certo. O importante eu consegui e isso era mandatory. Pelo que aparenta, o semestre que vem será de fato meu último na faculdade. E tenho mixed feelings about it. O que leva ao próximo assunto, algo que eu não falei pra ninguém: frequentei um psicólogo durante todo esse semestre passado. Foi.. legal, talvez. Mas não tanto, afinal parei. Sentia-me de certas formas lá que repunava e resolvi, por um lado, desistir. Um dos tópicos que conversamos bastante lá era esse de fim de faculdade. Adeus, vida de estudante. Olá, mundo real e profissional. Esse medo é clichê, eu sei, todo mundo sente. Mas não deixa de ser tenso. Also, surgiu a possibilidade de eu fazer um intercâmbio, ou whatever the fuck they are calling it these days, ano que vem. Isso me interessa muito. Mas mudanças são complicadas. Não importa pra onde, seria uma mudança completa e absurda. E a duração também é fundamental. Um ano parece way too fucking much e ao mesmo tempo ideal. Um ano tendo que decorar uma cidade nova, ruas diferentes. Anyway, acho que tá na hora de ir pra algum english speaking country, é algo que quero desde que, sei lá, faço curso de inglês. Mas, por outro lado, I am at my comfort zone. Isso me lembra de uma fala hilária de House ("I used to hate change... But I changed.").

Sinto que esse é o fim do post mas sinto que ele ficou... incompleto. Talvez eu quisesse escrever outras palavras ou ter outras notícias. Algo diferente.

Ainda tiro certa sanidade de encontros eventuais com amigos. Domingo passado mesmo, estava chovendo pra cacete e, na hora do almoço, todos os membros da minha família, como a maioria das pessoas, concordaram que era um "dia perfeito pra ficar em casa." Mas, raios, pensei, hoje, eu não quero ficar em casa. Chuva nunca foi motivo pra sair and do shit. Foi o que fiz, claro. Por sorte tenho um pequeno leque de amigos (bros é um termo melhor, haha) que me ajuda, mesmo sem saber, nesses momentos.


Acabo o post com o link do meu tumblr "secreto." Eu não posto mais lá. Talvez volte a postar. Sei que vocês não vão (ei, nem eu faço isso numa só sentada), mas olhem todos os posts. Tem frases muito mais fodas do que qualquer uma que eu inventaria aqui. Não sei quando vem a parte três. Ano que vem, ou dezembro.

Thursday, December 17, 2009

reach out.


Um dia. Quem sabe, um dia estarei em cima desse mesmo prédio, tendo essa mesma vista.

Essa imagem me faz pensar. Por mais longe que nossos objetivos estejam, eles ainda estão . É só alcançá-los. Pode demorar, most likely vai, mas oh boy, se vai valer a pena. Por outro lado, também me vem a cabeça o fato da nossa insignificância. "Formigas." Dizem que nada disso significa algo, não importa a vida que levamos, tudo lida ao mesmo. Pois importa. Se lhe afeta, importa. Mesmo que seja um por um momento. Afinal, eles são tudo que temos, não? E em um deles.. essa vista.


(Não cliquem na imagem acima, a original é esta, bem superior.)

Saturday, October 31, 2009

mudança.

Ahem. *tira a poeira*

Quem me conhece bem, sabe que eu tenho uma relação.. peculiar com o meu primo. A gente se encontra semanalmente. Conversamos e tudo mais. Ele é 5 anos mais novo que eu. Mas isso é assunto pra outro post. O que vem ao caso agora é que com ele, assim como com todas as pessoas existentes, não dá pra concordar sempre.

Veja bem, quando se tem um assunto, os humanos assumem uma das três possíveis reações a seguir. Um, eles concordam. Sim, é óbvio que eu e meu primo compartilhamos muitas coisas em comum. Gostos, em específico. Dois, discordam. Também temos opiniões, sobre certos tópicos, que diferem completamente. Inclusive, se eu encontrasse uma pessoa nova com tais pensamentos, eu não manteria a relação. Em evento de discordância, vale lembrar, surgem dois caminhos: conversar a respeito ou não. Argumentos, discussões. A gente prefere não fazer isso. E por fim, três, não comentam. Pois devidos tópicos are best left unsaid.

Fora cultura, como eu disse, a gente não deve concordar com muita coisa. Digo.. filosofias de vida, o papel da família e trabalho na vida do homem moderno, o futuro da civilização, enfim. Nesse tipo de assunto a gente costuma não concordar. Existe um, porém, tópico que vemos da mesma maneira. Podemos dizer que a gente sonha grande.

Daqui 10, 20 anos pretendemos estar longe daqui. Don't get me wrong, eu não tenho contra a minha cidade natal. Ela é aceitável. Acontece que aqui não é nada. Não conseguimos entender como as pessoas conseguem viver aqui. Hell, eu sempre quis morar em Porto Alegre (um dia ainda vou), mas me dá 5 ou 10 anos lá, que eu me canso também. Vou querer mais. São Paulo. Rio. Curitiba. Brasília. Sei lá. Para enfim, sair do Brasil. Novamente, nada contra o meu país (é mais contra a raça humana mesmo - mas isso não vem ao caso). Eu gosto muito do Brasil, é um país lindo, pretendo inclusive passear bastante por ele antes de, bem, ir embora daqui. Acontece que, analisando, isso aqui não me satisfaz. I mean, are you kidding me?


Eu conheço muita gente que já foi para a Europa ou aos EUA, por exemplo, tanto pra passear como pra trabalhar ou morar. A maioria voltou. Um grande amigo meu passou mais de um ano na Inglaterra. Eu lembro muito bem como foi. Pelos relatos dele, tudo parecia muito legal. Chega um ponto, imagino, em que o estrangeiro lá se pergunta: "devo voltar? I mean, seriously. Tudo que eu conheço está no meu país, na minha casa, nos meus amigos. Isso aqui é território desconhecido." Imagino que seja absurdamente assustador o pensamento de, bem, quase nunca mais ver ninguém que você conhece. Começar de novo. Tenho uma amiga que foi pra Itália anos atrás e mora lá até hoje. Uma parente que mora em NY e tem família lá. Não pretendem morar de novo no Brasil. Why would they?



Tudo que preciso são alguns anos. Vários, possivelmente, não importa. Como já dizia aquela clássica comunidade do orkut: eu quero ir embora.

Thursday, September 03, 2009

um pouco sobre a minha situação atual I.

Acho que vou começar a fazer um post desses por ano (ou a cada 6 meses, se bem que meio ano é pouco tempo) e o primeiro será agora. Eu não costumo ser muito pessoal aqui, pelo menos não de forma direta. Isso, bem, não é ruim. Pra mim não é. Mas às vezes dá uma vontade de falar coisas banais, I mean, comuns, mas que pouca gente sabe. Afinal, os únicos que sabem what I've been up to são as pessoas com quem eu converso frequentemente, ou seja, poucos. Um problema sobre fazer um post como o que quero agora é que muitas coisas não tem relação com o resto, então tentarei ser breve, em vários parágrafos, infelizmente (odeio misturar assuntos em um só).

Uns dias atrás, não sei, eu senti uma espécie de onda de melancolia me abatendo e, sério, desde então, ainda não voltei ao normal. Nada em particular aconteceu, mas é como se eu tivesse percebido algo ruim inconscientemente que me deixou mais cansado, derrotado por dentro. Parei de me importar tanto com certas coisas. Maybe it's nothing, sei lá. Talvez, aliás, muito provavelmente, tenha sido a volta às aulas. Eu sei que não é a pior coisa do mundo, mas, Dear God, como estavam boas as férias suínas.

Eu tenho adquirido a mania de me dar metas. Isso é ótimo. A minha última, foi uma espécie de aposta na verdade, foi a de ver um filme por dia em Agosto. Ao rever alguns, junto com mais de 20 filmes novos, consegui. A minha meta atual é alcançar o seriado Curb Your Enthusiasm (Segura a Onda, no Brasil). Descobri uns dias atrás que ele ainda não acabou e que volta com uma temporada nova agora em Setembro, creio, e, putz, eu preciso ver mais disso, é absurdamente genial. Não vou falar do que se trata pois o post não é sobre isso, mas é comédia, é HBO e é de um dos criadores de Seinfeld. Resumindo em duas expressões: situações do dia-a-dia e gente discutindo. (Aliás, eu definitivamente deveria dar mais destaque à cultura aqui. Tem tanto filme e seriado e jogo e banda e animê que me afeta profundamente e eu nem menciono. Filmes eu falo, mas e o resto? O que me leva ao próximo parágrafo.)

Talvez isso seja algo meio fútil, mas ultimamente, mais do que nunca, eu sinto que a cultura completa a minha vida. Eu sou o que eu gosto. Porém, como eu andava discutindo com um amigo a respeito, e parafraseando Freddie Mercury, "é muita coisa pra se fazer numa vida só." Se eu tivesse um hobby só, vejamos, digamos que eu fosse viciado em video-game. Existem tantos, mas tantos jogos bons que dá pra gastar um bom tempo da vida se dedicando a eles. Cinema então! Infinitas obras, inúmeros filmes para se descobrir. Sou absurdamente feliz por ser como sou e gostar de tudo que gosto, eu tenho amigos que são voltados somente a um hobby praticamente. Conheço gente que não para de ver animê, que vê uns três filmes por dia quase que diariamente, que sempre que encontra uma brecha, um intervalo de tempo, voltam ao seu pequeno hobby. Eu acho estranho, dedicar-se somente à esta uma coisa, feels like eles estão perdendo tanta coisa.

Tenho muita vontade de fazer um twitter secreto. É que às vezes me surgem umas frases na cabeça que são pequenas demais para um post aqui. E se eu postasse lá, ficaria weird. Eu possivelmente teria que me explicar and I fucking hate that.

Como mencionei no primeiro parágrafo desses aleatórios, minhas aulas voltaram. Eu vou me formar ano que vem e isso é uma falha enorme de minha parte. Acontece que eu já deveria ter me formado ano passado. Ou seja, falhei then, assim como também não me formei semestre passado e nem me formarei no final desse ano. Esse semestre de agora, porém, farei o meu TCC e não estou empolgado at all. A única coisa boa sobre isso é que, se tudo der certo, em alguns meses estarei livre dele. Se eu passar e tal. Inclusive, se eu passar em todas as cadeiras desse semestre, ano que vem eu farei uma só. Ou seja, ano que vem seria uma matação infernal. Eu sei que não deveria estar reclamando sobre isso, mas, pelo amor da raposa, eu não aguento mais essa minha fucking current situation. E, de acordo com minhas previsões, nada vai mudar até eu me formar (ou vai). Enough with the mimimi, eu quero me livrar disso de uma vez.

Setembro será, disparado, o melhor mês do segundo semestre de 2009. Provavelmente. E, sim, só por causa das novas temporadas de vários seriados que adoro. O do primeiro semestre foi Abril. Aliás, eu ando muito pregado à datas, meses and I'm kinda liking it. Eu quero comprar uma agenda e anotar quando acontece algo importante ou relevante. Gosto de dados e levantamentos, daria pra ter umas informações curiosas fazendo isso.

Todo santo dia eu durmo escutando post-rock nos fones de ouvido e isso me faz uma pessoa muito, muito melhor.

Tiro minha sanidade de eventuais encontros com amigos, risadas e um ocasional sentimento de paz e realização. Feels good, man.


That's pretty much it. Só farei outro post desses ano que vem, então até lá.

Thursday, August 13, 2009

a incansável busca por algo novo.

I feel like talking então lá vai.


Chega um ponto na vida de uma pessoa (e, acreditem, isso já aconteceu muitas vezes na minha) onde.. tudo parece igual. Nada mais é interessante. As pessoas, os lugares, tudo soa comum. Você se cansa e pensa "OK.. acho que já conheci tudo que vale a pena disso.. Now what?" O que se faz quando isso acontece? Surge uma vontade enorme e desesperada por algo novo. Alguma coisa, qualquer coisa, que seja diferente do que tudo que você já se acostumou. Normalmente, aí, as pessoas fazem atos que nunca fizeram antes. Inovam. Descobrem. Procuram.


Tem gente que viaja, demite-se, livra-se de responsabilidades, experimentam novas sensações, "novos ares", sentimentos diferentes. Quando eu me sinto assim, na maioria das vezes, eu conheço pessoas novas. Eu olho pra minha lista de amigos de alguma rede social qualquer e não sinto vontade de interagir com nenhum deles - o que, naturalmente, não significa que eu não gosto mais deles and whatnot. Eu conheço pessoas novas, aliás, não necessariamente quando sinto essa necessidade de novidades. Mas quando também a minha, oh tão velha companheira, a incompreensão se faz presente. Às vezes, eu preciso conversar com alguém sobre certas coisas e ninguém parece certo. Então eu procuro por gente certa. Muitas vezes eu acho, para a minha felicidade.


Por um lado, essa história me parece meio triste. Nunca se conformar com o que se tem. O que é buscar o que se quer? De que adianta, se lida ao mesmo resultado? Quando parar?

Enfim.. fodam-se essas perguntas, don't bother thinking about it. É que eu to com um assunto me remoendo por dentro faz semanas e não tenho com quem me expressar. Não é nada sério, don't worry. Also, temo já ter encontrado a nova pessoa certa para com quem conversar about it. "Veremos."

Tuesday, July 07, 2009

paraíso nerd.

OK. Uma das lembranças nerds mais antigas que tenho foi de quando eu ainda estava no colégio. Era na época que todos usavam conexão discada, claro. E foi no ano X. Back then, em casa, não tínhamos acesso à Internet, e então, o laboratório de informática da escola parecia um lugar mágico. Todos aqueles computadores levando a um novo mundo, todas aquelas pessoas sentadas acessando algo do seu interesse. A minha aula era de manhã e, em muitas das minhas tardes tediosas, o que eu fazia? Ia pra faculdade entrar na Internet, sozinho.


Acho que foi daí que sempre me senti muito, digamos, seguro, quando dentro dos lugares onde estudava. Na época, o sentimento de passear pelos corredores livremente, enquanto eu via muita gente em aula, era muito bom. E como com o passar do tempo eu conhecia cada vez melhor a escola toda (que ainda é enorme, muito mais para uma criança), eu de fato me sentia em casa. Mas esse é assunto pra outro post, estamos falando de serious business aqui.


Eram dois laboratórios de informática, um do lado do outro. Um tinha uma porta pro outro. Eis que um belo dia eles iam fechar mais cedo, por algum motivo. Um deles já tinha fechado (leia-se todos os computadores desligados) e as pessoas do outro estavam indo embora. Eu deveria ir também. Mas ao invés disso, adentrei o laboratório já fechado. Escuto todos irem do outro e, por um tempo, não ouço nada. Sinto-me só. E então vejo aqueles vários computadores parados na minha frente. Ligo uns 5, um do lado do outro. Uns minutos depois, escuto barulhos no outro laboratório. Era uma faxineira, ou algo que o valha. Tento ficar o mais quieto possível. Meus pensamentos na hora eram de puro êxtase. "5 computadores?! Vou poder fazer tanta coisa ao mesmo tempo!" Fui abrindo os navegadores, de todos eles.

Infelizmente, pouco tempo depois disso, a empregada entra no meu laboratório e me nota. E então me manda embora, pois eu não deveria ficar ali.

Wednesday, May 20, 2009

Não vou conseguir.

Meio relacionado ao último post.

Eu odeio pessoas confiantes demais. Do tipo que ignoram fatores externos dos acontecimentos e dizem coisas somente baseados na sua vontade. "Eu vou passar na prova de amanhã" ou "Eu vou conseguir me formar até o final do ano." I mean, sure, você pode se esforçar pra caralho, mas não tem como simplesmente deixar a possibilidade de fracasso de lado. Qualquer coisa pode acontecer. Murphy é nosso amigo.

Muita gente diz que, só de admitir que a possibilidade de fracasso existe, eu já perco. Eu digo o que o antigo monge chinês disse: veremos.


(É por isso que eu sempre sinto uma felicidade sádica ao ver quando uma pessoa que se esforçou muito falhou. Não foi o suficiente. Try harder, faggot)

Monday, May 04, 2009

retrospectiva 2008.

Lembram deste post?

Pois é, eu já deveria ter postado isso antes, claro, mas vai agora. Pra quem não sabe, eu costumo fazer retrospectiva do ano com o meu primo, falando sobre coisas relevantes que ocorreram durante o ano que se acabou. Vocês não vão entender direito.

- Entrada na Dupla Vida Acadêmica
- Aumento Considerável no Círculo de Pessoas
- Talento Reconhecido
- Descoberta Digital dos Portáteis
- Compras na Internet: Sorte e Azar
- Clannad: Ascensão e Queda
- Contato com Vadias
- Munchkin: Nerdice Total
- Animatri Surpreendeu
- House: Deus
- Computação: A Decepção
- Stalker Pride
- I Love Her
- Super-filmes super-heróis
- Descoberta do Real e Ilimitado Poder da Nuvem
- A Morte do Merry (RIP)
- One Piece é Melhor
- Professora Nerd
- Início de um Vicio: Miniaturas
- GReader: Jornal Particular
- Caxias: Visitando Chopper
- Maioridade
- "Agora Estou Pensando em BF2"

Tuesday, April 07, 2009

sharing is caring.

Sempre fui uma pessoa muito reservada. Escolhia cuidadosamente para quem iria contar, bem, quase tudo, isso quando contava. Digo logo de cara que ser reservado é uma merda. Você sente como se tivesse mil coisas para contar, assim, coisas desinteressantes, e acaba que quando se depara com alguém que você gosta, você não se sente confortável o suficiente para contar, ou whatever.

Muita coisa que já falei foi somente para algumas pessoas. E, com algumas dessas, eu nunca mais falei. Injusto, não? É algo como "OK, só tu vai me conhecer e a minha vida é a seguinte.." Então vou postar um trecho de algo que escrevi pra alguém uma vez. Não é nada demais, é apenas um parágrafo sobre aeroportos. Gostaria de poder fazer disso (compartilhar coisas que só compartilhei com poucas pessoas) mas... o passado é tenso e prefiro deixá-lo lá. Por enquanto.

Também aproveitarei o post para fazer outro Existe algo mágico sobre... Lá vai.

Existe algo mágico...

"Enfim, sobre aeroportos. É mais ou menos pelo mesmo motivo que citei o metrô de NY. Eu só viajei de avião duas vezes na vida. A tal vez pra SP com o meu amigo e uma outra, há muitos anos, com a família, pro Rio (eu era criança e nem lembro direito). É tudo uma questão de possibilidades e probabilidades. Se você pega um ônibus na sua cidade, é provável que pessoas parem na mesma parada que tu, assim como também é provável que mais gente entre contigo no ônibus, mas que vá para lugares diferentes; por mais que seja perto. Com rodoviárias, as possibilidades aumentam. Eu fico me perguntando, olho pra alguém sozinho com malas e penso, pra onde será que ela vai, de onde é, quais os motivos da viagem, por que ela está aqui nesse horário e não pegou um ônibus antes ou depois... Essas coisas. Sei lá, sempre acho que vou achar alguém que está viajando sozinho, fugindo da vida, sabe. Do tipo "Fiz uma mala, não avisei pra ninguém e peguei qualquer ônibus pra qualquer lugar longe." Sempre parece que tem alguém assim nesses lugares. Mas veja bem, por exemplo, aqui na rodoviária de onde moro, existe isso, mas a probabilidade que seja alguém, sei lá, do Nordeste, é muito pequena. Agora, com aeroportos, as probabilidades aumetam novamente. Um aeroporto internacional de SP então, nossa! Gente do exterior, vôos a cada hora para países distantes, estrangeiros que nunca vieram pro Brasil chegando. É praticamente impossível encontrar alguém que se encontrou lá em qualquer outro lugar. É um lugar cheio de chances únicas. As pessoas estão lá em tal horário por tal motivo e é somente isso que as liga. Não é porque todas fazem a mesma faculdade, como eu em relação com as outras pessoas aqui do laboratório. A coisa em comum é que elas todas estão de passagem, saindo do aeroporto pra outro lugar - mesmo as que são de SP e estão chegando. Eu sempre fico pensando, imagina se eu encontro alguma pessoa que parece bem interessante num lugar desses. Eu só teria essa chance de falar com ela."

Thursday, February 19, 2009

apenas um pequeno lembrete.

Escreverei algo aqui uma coisa que tenho vontade de falar pra muita gente.


Você não é quem você pensa que é. Você não é os seus gostos, os seus preconceitos, as suas idéias. Você não é a sua família, os seus melhores amigos, as pessoas que você vê todos os dias. Você não é a sua rotina. Você não é o seu dinheiro, o seu trabalho, a sua casa, os seus pertences inúteis. Você não é as decisões que fez ou deixou de fazer. Você não é o seu comportamento patético e pretensioso.


Você é tudo o que já fez, todas as pessoas que viu e todos os lugares que já foi. Tudo que você faz deixa um rastro. Pode ter sido menos de um minuto, mas a marca fica lá. Em algum lugar, em alguma pessoa. Você é o seu passado e você se constrói a cada segundo.



PS.: Não, não copicolei do roteiro do Clube da Luta.
PS2.: Já disse que adoro negrito? É tão HQ.