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Sunday, December 01, 2013

sleepyhead.

Existe algo mágico sobre dormir e sonhar.

Dormir é uma experiência transcendental que acontece todos os dias. Você literalmente vai além dos limites do corpo e deixa o inconsciente te levar pra onde ele quiser. É o apogeu do escapismo da vida diária. Outros recorrem às drogas, mas dormir e sonhar servem pra mim.


É completamente surreal pra mim que o conceito de sonhar existe. Passar por experiências e sentir emoções que não estão realmente acontecendo. 



Eu gostaria muito de estudar sobre isso pra fazer um post mais técnico a respeito. Por enquanto isso vai bastar.

Sunday, May 22, 2011

dá a mão.




Holding hands may seem like an innocent gesture, but they show more than a simple interlocking of fingers. Your hands are one of the most essential parts of your body: you build with them, feed with them, hold with them, touch with them, fight with them; they are the tools of the human body. To take a hold of another’s hand is to break from living individually. It is to link yourself to another being, to momentarily entwine your life with another’s, to promise, for a moment, that you need not face the world alone. More simple, more aesthetically naive than other forms of affection, i.e kissing, hugging, sexing.., the act of holding hands is often trivialized in its true implications. As the Beatles once said” all I want to do is hold your hand.”

Sunday, June 27, 2010

escapismo, imersão e gaming.

Já faz um bom tempo que certa parte da minha vida só se trata sobre escapismo. Por diversos motivos que não tenho vontade de discutir aqui, fugir, pelo menor tempo que seja, sempre me agradou. E isso acontece sempre que você vê um filme, por exemplo.

Porém, apenas recentemente percebi a importância que o sentimento de imersão tem nisso. O jeito mais fácil de se sentir imerso dentro de um filme é no cinema, e todo mundo sabe disso. Nothing beats that. Mas com filmes ou seriados (vídeo), o processo é passivo. A gente só absorve. Com video game, a coisa muda completamente. Quem não é gamer, não sabe o que é "entrar em um filme" onde absolutamente tudo depende de ti.


Uns dias atrás, como de costume, eu fui jogar Call of Duty 4 online. Mas não era um dia qualquer, eu estava mais cansado e irritado do que o normal. Responsabilidades, dúvidas, decisões. Então eu sentei na frente do computador e me lembro muito bem de ter pensado o seguinte. "Foda-se tudo isso. Agora vou usar toda essa concentração para jogar. E vou jogar bem."

Maravilhoso esse o universo dos games que você de fato adentra e experiencia.

Tuesday, April 07, 2009

sharing is caring.

Sempre fui uma pessoa muito reservada. Escolhia cuidadosamente para quem iria contar, bem, quase tudo, isso quando contava. Digo logo de cara que ser reservado é uma merda. Você sente como se tivesse mil coisas para contar, assim, coisas desinteressantes, e acaba que quando se depara com alguém que você gosta, você não se sente confortável o suficiente para contar, ou whatever.

Muita coisa que já falei foi somente para algumas pessoas. E, com algumas dessas, eu nunca mais falei. Injusto, não? É algo como "OK, só tu vai me conhecer e a minha vida é a seguinte.." Então vou postar um trecho de algo que escrevi pra alguém uma vez. Não é nada demais, é apenas um parágrafo sobre aeroportos. Gostaria de poder fazer disso (compartilhar coisas que só compartilhei com poucas pessoas) mas... o passado é tenso e prefiro deixá-lo lá. Por enquanto.

Também aproveitarei o post para fazer outro Existe algo mágico sobre... Lá vai.

Existe algo mágico...

"Enfim, sobre aeroportos. É mais ou menos pelo mesmo motivo que citei o metrô de NY. Eu só viajei de avião duas vezes na vida. A tal vez pra SP com o meu amigo e uma outra, há muitos anos, com a família, pro Rio (eu era criança e nem lembro direito). É tudo uma questão de possibilidades e probabilidades. Se você pega um ônibus na sua cidade, é provável que pessoas parem na mesma parada que tu, assim como também é provável que mais gente entre contigo no ônibus, mas que vá para lugares diferentes; por mais que seja perto. Com rodoviárias, as possibilidades aumentam. Eu fico me perguntando, olho pra alguém sozinho com malas e penso, pra onde será que ela vai, de onde é, quais os motivos da viagem, por que ela está aqui nesse horário e não pegou um ônibus antes ou depois... Essas coisas. Sei lá, sempre acho que vou achar alguém que está viajando sozinho, fugindo da vida, sabe. Do tipo "Fiz uma mala, não avisei pra ninguém e peguei qualquer ônibus pra qualquer lugar longe." Sempre parece que tem alguém assim nesses lugares. Mas veja bem, por exemplo, aqui na rodoviária de onde moro, existe isso, mas a probabilidade que seja alguém, sei lá, do Nordeste, é muito pequena. Agora, com aeroportos, as probabilidades aumetam novamente. Um aeroporto internacional de SP então, nossa! Gente do exterior, vôos a cada hora para países distantes, estrangeiros que nunca vieram pro Brasil chegando. É praticamente impossível encontrar alguém que se encontrou lá em qualquer outro lugar. É um lugar cheio de chances únicas. As pessoas estão lá em tal horário por tal motivo e é somente isso que as liga. Não é porque todas fazem a mesma faculdade, como eu em relação com as outras pessoas aqui do laboratório. A coisa em comum é que elas todas estão de passagem, saindo do aeroporto pra outro lugar - mesmo as que são de SP e estão chegando. Eu sempre fico pensando, imagina se eu encontro alguma pessoa que parece bem interessante num lugar desses. Eu só teria essa chance de falar com ela."

Thursday, February 19, 2009

existe algo mágico sobre... - parte 2

Existe algo mágico sobre conversar com estranhos pela internet. Isso é algo que eu venho desenvolvendo recentemente, ao utilizar imageboards e o IRC mesmo.

Conversando com estranhos não existem as "amarras" sociais que normalmente se tem quando se conversa com conhecidos e amigos. Você não precisa se explicar e pode falar praticamente qualquer coisa. Não existe "mas se eu falar isso, ele pode pensar aquilo." Essa liberdade, claro, vem grande parte do fato de "nunca mais vou conversar com essa pessoa mesmo."

Sentindo isso, eu já me comportei de diversas formas com completos desconhecidos. Às vezes dando-lhes total atenção e razão, outras, bem, nem tanto. Também vale a pena mencionar, e essa é a parte mais legal, que muitas dessas pessoas também se sentem da mesma forma. Quando eles colaboram e são acessíveis. Eventualmente me sinto mais afim e conectado com alguma pessoa com quem troquei somente duas frases, do que com quem vejo todos os dias na faculdade, ou relativos.


É complicado encontrar a fonte dessa liberdade, porém, na minha opinião. Eu acho estranhíssimo o fato de eu sentir mais vontade de motivar ou elogiar um estranho do que algum conhecido ou amigo íntimo. Claro, na maioria das vezes, a vontade está lá, mas o fazer é tenso. Culpa da timidez e convenções sociais, presumo. Bom, acho que podemos concluir que, ainda bem que existe a internet, lol.

Wednesday, February 04, 2009

existe algo mágico sobre...

Existe algo mágico sobre relacionamentos à distância. Não sei porquê, mas isso sempre me fascinou. Acho que é pela dificuldade óbvia que eles apresentam perante relações normais, onde se vê quem se gosta com uma certa frequência semanal.

Gosto também pois a tecnologia é parte indispensável desses relacionamentos. Antigamente, antes do papel ser inventado, naturalmente essas relações não existiam. E, nossa, nem quero imaginar o quão complicado era usando só cartas. Hoje existem webcams e relacionados que auxiliam bastante. Mas acho que a minha ferramenta favorita é o "antiquado" celular. Mandar mensagens. Logo que a pessoa pega o aparelho, a sua mente já viaja para longe de tudo aquilo que a está cercando no momento. É sempre bom saber que, não importa a situação, eu posso mandar mensagem pra tal número, quando quiser.

O mesmo acontece com relacionamentos normais, porém. Quando se sente saudade. Uma mensagem de boa noite. Um pequeno acontecimento estranho do dia. Dividir. Não guardar para si.