Monday, January 19, 2009

- Then why are you here?
- I thought I needed a friend. I was wrong.
Pequena nova tag aqui: segredos irrelevantes. Coisas que aconteceram comigo, normalmente sozinho e, por algum motivo ou outro, nunca contei pra ninguém. Nada demais, porém. Comecemos.

Um dia eu estava em Porto Alegre, sozinho, em um evento de animê, dentro de um auditório. No palco, estavam dois dubladores famosos. Era a hora de fazer fila no meio do público, para que eles respondessem perguntas do povão. Então, uma hora, a meio de dúvidas amenas das pessoas, um cosplayer vai lá e faz uma pergunta bem técnica. Era algo sobre como a voz dos dubladores muda de episódio pra episódio, algo bem sutil assim. Enfim, era uma pergunta idiota e a resposta do dublador foi padrão: às vezes isso acontece, a nossa voz não está 100% o tempo inteiro. Tudo bem. O problema é que o cara insistiu na pergunta, falando que lembrava de tal episódio de tal desenho, comparando com aquele outro, não era a mesma coisa, etc. E assim seguiu por alguns minutos.

Ninguém mais aguentava as perguntas do cara. Eis que um cara sentado atrás, perto de mim, grita algo que me faz rir muito. Impaciente sobre como alguém pode se prestar pra analisar esse tipo de coisa, o cara berra "é só um desenho, ô animal!"


Foi muito engraçado. E não, eu nunca tinha contado isso pra ninguém, dunno why.

Thursday, January 08, 2009

dando um tempo.

(Estou pensando em começar a escrever com maiúsculas.)


Qual é o problema em dar um tempo para as coisas? Sempre senti, na minha vida, em algum momento, que precisava ficar longe de todo mundo, pra respirar melhor, ou algo parecido. E o problema é que não depende da pessoa; pode ser quem eu mais amo, eventualmente surge uma vontade de me afastar.

Vi um filme ontem e outro hoje, e ambos mencionavam um pouco esse fato. Nos dois, o protagonista resolve "fugir" da sua família por um tempo. Não era algo "inusitado" pois problemas levaram à essa reação. Mas a fuga sim, claro, era inesperada. A cena da fuga era tão linda, por sinal. No meio da noite, a mulher acorda com o marido todo arrumado do lado da cama, pegando umas coisas no armário. Ele olha pra ela, e aquele olhar.. Ela nota que tem algo diferente. Que olhar tão triste é esse? Vai sair à essa hora? A mulher senta na cama e pensa em perguntar algo, mas ela fica calada, esperando alguma explicação, esperando um "preciso de remédios, vou na farmácia comprar." Eles param de se olhar, ele se vira, desce as escadas, liga o carro e vai embora.


I mean, sério. Novos ares. Gente nova, acontecimentos novos. Tudo em excesso cansa, até mesmo a melhor coisa do mundo. Num dos filmes o cara vai embora do nada e volta depois de sei lá quanto tempo. A mulher dele está casada com outro, a filha não é mais um bebê.. A esposa até que nem faria tanto drama, se o cara quisesse voltar tudo ao normal. Dar um tempo, parar com tudo, é motivo para mudança? "OK, sim, fui embora por meio ano, foi bom pra você? Podemos voltar à nossa programação normal, certo?"

É estranho, mas eu simplesmente tenho essa vontade, às vezes. Abandonar as coisas e eventualmente voltar, pra ver se está tudo bem e normal como antes. Se não aceitarem a nossa volta, bom, paciência, teríamos que mudar "à força."



Acontece.